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Pesquisa CNDL/SPC Brasil mostra que 74% dos consumidores pretendem comprar presentes; tíquete médio será de R$ 308 e Pix lidera entre as formas de pagamento

O Dia das Crianças se aproxima com boas perspectivas para o comércio. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, mostra que 74% dos consumidores das capitais brasileiras pretendem comprar presentes para a data, celebrada em 12 de outubro.
A expectativa é de que as compras movimentem R$ 18,11 bilhões na economia, R$ 1,4 bilhão a mais do que o registrado em 2025. O tíquete médio estimado com todos os presentes é de R$ 308, com média de 2 presentes por consumidor. Além disso, 36% dos entrevistados afirmam que pretendem gastar mais neste ano do que no Dia das Crianças passado.
Roupas e calçados aparecem na liderança das intenções de compra, citados por 37% dos consumidores e na sequência estão bonecas e bonecos, com 35%. Jogos educativos e de tabuleiro, e carrinhos, aviões e bolas também estão bem cotados.
A variedade de categorias reforça as oportunidades para diferentes segmentos do varejo e também a importância de oferecer opções para diferentes idades, perfis e faixas de preço.
Para o presidente da CDL Vitória, Rogério Alcantara, o comportamento do consumidor exige preparação do comércio para aproveitar o movimento da data. “É uma data que movimenta diferentes segmentos do comércio e envolve toda a família. O consumidor pesquisa mais, compara preços e transita entre o digital e a loja física. Para o lojista, é importante estar preparado com estoque, boas condições de pagamento, comunicação e, principalmente, uma experiência de compra que faça diferença”, destaca.
Os filhos lideram a lista de quem receberá presentes neste Dia das Crianças, citados por 47% dos entrevistados. Em seguida aparecem os sobrinhos, os netos e os afilhados, respectivamente.
O aspecto afetivo também aparece entre as principais motivações para as compras. Para 32% dos consumidores, a maior razão para presentear é ver a criança feliz. Outros 22% afirmam que têm o hábito de presentear pessoas de quem gostam, enquanto 18% destacam a importância do gesto.
Para o comércio, conhecer esse comportamento pode ajudar na estratégia de comunicação. Sugestões de presentes por idade, opções em diferentes faixas de preço, kits e atendimento que facilite a escolha podem contribuir para tornar a experiência de compra mais prática.
O levantamento aponta um tíquete médio de R$ 308 com todos os presentes. Além dos 36% que pretendem gastar mais do que no ano passado, 34% planejam manter aproximadamente o mesmo valor.
Entre aqueles que pretendem aumentar os gastos, 40% explicam que comprarão mais presentes, os demais buscam produtos melhores ou relacionam o desembolso maior à alta dos preços.
A pesquisa mostra ainda que o consumidor está atento ao orçamento. Para 61% dos entrevistados, os presentes estão mais caros em 2026 na comparação com o ano passado.
O pagamento à vista será a escolha de 80% dos consumidores. O Pix lidera com 58% das preferências, seguido pelo cartão de débito, citado por 24%, e pelo dinheiro, com 18%.
Entre os 41% que pretendem parcelar suas compras, principalmente por meio do cartão de crédito, o parcelamento em três vezes é o mais citado. A maioria, 96%, afirma estar confiante de que conseguirá quitar todas as parcelas sem atraso.
Os números reforçam a importância de o lojista disponibilizar diferentes meios de pagamento e deixar preços e condições de compra claros para o consumidor.
Mesmo com o avanço das compras digitais, as lojas físicas seguem concentrando o maior volume de vendas: 70% dos consumidores pretendem comprar presencialmente.
Entre aqueles que recorrem à internet, os aplicativos são utilizados por 74%. As redes sociais também fazem parte dessa jornada, por meio de links diretos no Instagram, WhatsApp ou TikTok.
O comportamento reforça uma jornada cada vez mais integrada, em que o consumidor pesquisa no ambiente digital, compara alternativas e pode finalizar a compra tanto pela internet quanto presencialmente.
A pesquisa de preços será uma etapa importante das compras deste ano. Segundo o levantamento, 73% dos consumidores pretendem comparar valores antes de fechar negócio. A maior parte começa essa busca com antecedência: 38% pesquisam duas semanas antes e 32%, cerca de um mês antes da data.
A internet é utilizada por 84% dos consumidores que pesquisam preços. Os marketplaces aparecem entre os principais canais de consulta, com 59%, seguidos pelos buscadores, como o Google. Já entre os que pesquisam presencialmente, lojas de rua e shopping centers aparecem empatados, com 36% cada.
Na decisão final, a qualidade do presente pesa mais do que o preço. O atributo é apontado como principal fator de escolha por 29% dos entrevistados, à frente do desejo da criança, com 15%, do preço e das promoções, ambos com 14%.
Assim, o varejo precisa estar preparado não apenas com preço competitivo, mas também com estoque, variedade, atendimento, presença digital e uma experiência capaz de transformar a pesquisa do consumidor em venda.