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Datas comemorativas, melhora gradual do consumo e fortalecimento da economia mantêm expectativa positiva para o varejo

O segundo semestre começa cercado de boas perspectivas para o comércio brasileiro. Depois de um primeiro semestre marcado pela recuperação gradual da atividade econômica, pelo mercado de trabalho aquecido e pela desaceleração da inflação, empresários do varejo entram na segunda metade de 2026 de olho nas principais datas do calendário comercial, que tradicionalmente concentram grande parte do faturamento anual.
A expectativa é que o período seja impulsionado por eventos como o Dia dos Pais, Dia das Crianças, Black Friday e Natal.
Segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o varejo brasileiro deverá crescer cerca de 3,66% ao longo de 2026, resultado sustentado pelo aumento gradual do consumo das famílias, pela manutenção dos níveis de emprego e pela recuperação da renda.
Para o presidente da CDL Vitória, Rogério Alcantara, o momento é favorável, mas exige planejamento. “O segundo semestre concentra as principais datas do calendário do varejo e representa uma excelente oportunidade para o empresário ampliar resultados. Apesar de um consumidor mais cauteloso, existe expectativa de crescimento impulsionada pela recuperação gradual do consumo e por eventos importantes ao longo dos próximos meses. Quem investir em planejamento, experiência de compra, atendimento de qualidade e boas estratégias comerciais terá mais condições de aproveitar esse movimento e fortalecer seus negócios”.
Apesar do cenário positivo, o comportamento do consumidor mudou. A inflação perdeu força em relação aos anos anteriores, mas os juros permanecem elevados, tornando o crédito mais caro e reduzindo o impulso das compras financiadas.
Além disso, o elevado nível de endividamento das famílias faz com que as decisões de compra sejam mais planejadas. O consumidor pesquisa preços, compara benefícios, avalia a reputação das empresas e busca experiências que entreguem mais valor.
Esse comportamento favorece negócios que investem em relacionamento, programas de fidelidade, atendimento consultivo e integração entre loja física e canais digitais.
Outra tendência que deve marcar o segundo semestre é o fortalecimento do varejo omnichannel, com consumidores transitando naturalmente entre os ambientes físico e digital durante a jornada de compra.
Ferramentas de inteligência artificial, automação do atendimento, personalização de ofertas e estratégias baseadas em dados passam a fazer parte da rotina de empresas de diferentes portes, contribuindo para aumentar a conversão de vendas e a fidelização dos clientes.Ao mesmo tempo, cresce a valorização de marcas que oferecem bom atendimento, transparência, propósito e experiências positivas ao consumidor.
Entre os setores com melhores perspectivas para os próximos meses estão:supermercados e alimentação;restaurantes, bares e entretenimento;turismo e hospedagem;moda e acessórios;cosméticos e perfumaria;eletrônicos, especialmente durante a Black Friday e o Natal;brinquedos;presentes e artigos de decoração.
A expectativa também é positiva para empresas ligadas ao lazer e às experiências, tendência que vem ganhando força entre os consumidores brasileiros.
Embora o cenário econômico apresente sinais favoráveis, especialistas destacam que o desempenho das empresas dependerá da capacidade de antecipar demandas, organizar estoques, estruturar campanhas promocionais e investir na experiência do cliente.
Para Rogério Alcantara, mais do que esperar pelo aumento natural das vendas, o empresário deve aproveitar o momento para fortalecer sua competitividade. “As oportunidades existem, mas os melhores resultados serão conquistados pelas empresas que estiverem preparadas. Planejamento, gestão eficiente, inovação e proximidade com o cliente serão fatores decisivos para transformar um cenário econômico positivo em crescimento sustentável para os negócios”.
Pontos positivos
Desempenho – O segundo semestre reúne uma série de fatores que reforçam a expectativa de um desempenho positivo para o comércio em 2026. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta crescimento de 3,66% nas vendas do varejo ao longo do ano, impulsionado principalmente pelas principais datas do calendário comercial, como Dia dos Pais, Dia das Crianças, Black Friday e Natal, que tradicionalmente concentram grande parte do faturamento do
Consumidor – Ao mesmo tempo, o comportamento do consumidor segue em transformação. Ganham força estratégias voltadas à integração entre loja física e digital (omnichannel), programas de fidelidade, uso de inteligência artificial para personalizar o atendimento e investimentos na experiência de compra, elementos que tendem a diferenciar as empresas em um mercado cada vez mais competitivo.
Principais desafios
Fontes: Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL); Portal do Comércio; Diário do Comércio; Brasil 61.