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Dia Nacional da Mulher Empresária, celebrado em 17 de agosto, destaca a contribuição feminina para a geração de emprego, renda e inovação

Elas transformam ideias em negócios, movimentam o comércio, geram oportunidades e assumem um papel cada vez mais relevante no desenvolvimento econômico do país.
Celebrado em 17 de agosto, o Dia Nacional da Mulher Empresária chama a atenção para esse protagonismo e para as histórias de milhares de mulheres que encontraram no empreendedorismo um caminho para conquistar autonomia, realizar projetos e transformar suas comunidades.
A data foi instituída pela Lei Federal nº 14.545/2023. A legislação considera mulher empresária aquela que exerce profissionalmente uma atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços. Mais do que uma homenagem, o dia busca ampliar a visibilidade da participação feminina no ambiente de negócios e estimular iniciativas capazes de reduzir as barreiras enfrentadas pelas empreendedoras.
Atualmente, mais de 10 milhões de mulheres estão à frente de negócios no Brasil, representando 34,1% do universo de empreendedores. A tendência é de crescimento: de acordo com o relatório Global Entrepreneurship Monitor, as mulheres correspondem a 54,6% dos brasileiros que pretendem abrir uma empresa nos próximos anos.
O comércio está entre os setores nos quais a atuação feminina se mostra mais expressiva. Um levantamento realizado pela InHouse Market revela que as mulheres já representam mais de 40% dos empreendedores do varejo de proximidade na rede, especialmente no segmento de mercados autônomos 24 horas.
O dado considera uma operação que reúne mais de 1.800 unidades inauguradas em 323 cidades brasileiras e evidencia como as mulheres estão ocupando espaço também em novos modelos de varejo, marcados pela tecnologia, pela conveniência e pela proximidade com o consumidor.
O movimento pode ser observado em diferentes segmentos. Moda, beleza, alimentação, serviços e comércio de produtos personalizados estão entre as áreas nas quais muitas empreendedoras iniciam seus negócios, conciliando conhecimento técnico, criatividade, capacidade de gestão e proximidade com os clientes.
Por trás das estatísticas estão histórias como a das irmãs capixabas Fabi e Fran Petri, que transformaram as experiências adquiridas no comércio em uma marca especializada em joias, semijoias e projetos personalizados.
Muito antes de comandar o próprio negócio, Fabi Petri conheceu a rotina de uma empresa atrás do balcão da farmácia da família. Aos 13 anos, passou a ajudar na organização das prateleiras, na limpeza do estabelecimento e no atendimento aos clientes.
O que começou como uma forma de ensinar disciplina e responsabilidade acabou despertando uma vocação. “Na farmácia dos meus tios, eu aprendi a limpar o chão, atender no balcão e lidar com um sistema arcaico de cartões. Mas foi ali que percebi que queria ser dona do meu próprio negócio”, relembra.
Aos 19 anos, ela já administrava uma unidade farmacêutica em Balneário de Carapebus, na Serra. A experiência permitiu que aprendesse, na prática, a lidar com pessoas, solucionar problemas e compreender as diferentes áreas envolvidas na gestão de uma empresa.
Anos depois, após atuar também no setor de climatização, Fabi decidiu buscar mais autonomia profissional. O nascimento da filha Pietra impulsionou uma mudança de trajetória. Ela ingressou no curso de Design de Moda e se especializou em ourivesaria, transformando o interesse pelas joias em profissão.
A ligação com as pedras também possui raízes familiares. Filha de um profissional que trabalhou durante décadas com mármore e granito, Fabi encontrou na criação de joias uma maneira simbólica de dar continuidade a esse legado.
A empresa ganhou força com a entrada da irmã Fran Petri. Juntas, elas estruturaram um negócio voltado à criação de peças capazes de marcar momentos importantes da vida dos clientes, como casamentos, formaturas, aniversários e conquistas profissionais.
A parceria também ajudou a empresa a atravessar diferentes momentos. Mesmo durante os mais de dois anos em que Fabi viveu na Inglaterra, a marca continuou operando no Brasil por meio de processos digitais e do atendimento remoto.
Entre as iniciativas desenvolvidas pelas empresárias está o Clube de Joias, modelo que permite aos clientes planejarem, de forma programada, a aquisição de peças de maior valor agregado. Atualmente, a empresa trabalha com ouro, prata, aço inoxidável, semijoias e projetos personalizados.
O fortalecimento do empreendedorismo feminino também faz parte da realidade da CDL Vitória. A entidade reúne mulheres que comandam negócios em diferentes segmentos e contribuem diretamente para o desenvolvimento do comércio da capital capixaba.
O protagonismo feminino se destaca ainda na CDL Jovem Vitória, que vive sua terceira gestão consecutiva comandada por mulheres. Após Samira Soares, que presidiu o movimento entre 2021 e 2022, e Chris Badke, que esteve à frente da entidade entre 2023 e 2024, Daiani Lavino assumiu a presidência em 2025. A sequência evidencia a participação cada vez maior das mulheres nos espaços de representação, decisão e liderança empresarial.
Para o presidente da CDL Vitória, Rogério Alcantara, reconhecer e apoiar o empreendedorismo feminino significa fortalecer toda a economia. “As mulheres estão cada vez mais presentes à frente de empresas, gerando emprego, renda e inovação. Histórias como a de Fabi e Fran mostram que grandes negócios podem nascer de experiências simples, quando há dedicação, visão e coragem para empreender. Fortalecer essas empreendedoras é fortalecer também o comércio e o desenvolvimento econômico das nossas cidades”, afirma.