8 passos para aumentar os lucros da sua empresa.

Como aumentar o lucro da empresa? Se a sua resposta é somente aumentar as vendas, você está prestes a cometer um erro comum. Muitos gestores acreditam que ter mais lucro é igual a entrar mais dinheiro! É óbvio que fazer mais negócios é parte considerável do faturamento, porém tão importante quanto isso é sair menos dinheiro dos seus cofres.

Ou seja, uma das estratégias para manter o seu fluxo de caixa positivo é diminuir os custos das suas operações. Desta forma, seus lucros vão crescer mesmo que você mantenha o mesmo número de negociações. Além disso, é uma boa ideia investir em programas, treinamentos e outras iniciativas que você verá agora.

Saiba, a seguir, como aumentar os seus lucros e garantir o sucesso a longo prazo da sua companhia.

1. Tenha controle sobre as despesas

Quanto custa para sua empresa o uso mensal de água? E os gastos com materiais de limpeza? Se você não tem na ponta da língua essas respostas, falta-lhe algo essencial para aumentar os lucros da sua empresa: controle.

Manter o domínio sobre o orçamento de todos os setores é primordial para a saúde financeira de qualquer organização. Somente por meio do monitoramento constante, você será capaz de identificar onde o gasto é maior e o que pode ser feito para reduzi-lo. No início, esse levantamento significa muito trabalho, mas depois será uma ferramenta incrível para aumentar o faturamento.

2. Aposte na tecnologia

E como garantir que esse controle será feito de forma eficaz e prática no dia a dia? No mercado há uma infinidade de soluções tecnológicas para isso. Softwares dão conta de inúmeros processos integrados e são capazes de gerir estoque, relacionamento com cliente e fluxo de caixa, somente para citar algumas funções.

Os softwares específicos para Gestão Financeira do negócio, por exemplo, são cruciais para que você tenha acesso rápido às rotinas do dia a dia, pague e receba títulos em aberto, concilie contas e analise com segurança as movimentações de entrada e saída de dinheiro. Tudo isso evitará erros, cobrança de juros, atrasos e até problemas com seus parceiros de negócio e inadimplência por parte dos clientes.

3. Separe as contas

Todo o lucro da empresa pertence a você? Claro que não! Não é porque a empresa é sua que todo dinheiro vai direto para o seu bolso! Para ter mais lucro é necessário separar as contas pessoais das empresariais.

Na prática, você tem que ter contas bancárias separadas e manter os débitos do dia a dia independentes. A parcela do seu carro novo não deve estar na programação financeira da empresa está errado, por exemplo. Ou se a fatura das passagens aéreas das suas férias vai direto para o setor de compras, também não funciona. Para evitar essa confusão, mantenha um pró-labore que varie de acordo com o faturamento da organização.

4. Invista na equipe de vendas

Finalmente um tópico que está diretamente relacionado com as vendas! Percebeu como os passos anteriores referem-se muito mais a ações estruturais internas? Agora é hora de partir para o ataque externo investindo nos seus vendedores.

E isso é possível por meio de treinamentos, programas de incentivo, ações motivadoras, bônus e recompensas. E claro: um bom planejamento de cargos e carreiras. É fundamental que o vendedor tenha expectativa de crescimento junto à organização. Desta forma, ela dará passos mais ousados e será mais engajado.

5. Planeje suas vendas

Vender é uma arte, já diz o antigo ditado popular. Portanto, deve ser tratada como tal, recebendo atenção específica do gestor. Não basta colocar uma cartilha de produtos nas mãos do colaborador e esperar que ele se vire. Suas vendas precisam seguir uma estratégia.

Um plano de vendas é indicado para que a empresa execute negociações seguras. É possível fazer um mapeamento das áreas de vendas, das épocas do ano mais propícias para determinadas ações promocionais, dos clientes mais pontuais, dos produtos mais ventáveis, das formas de pagamento mais adequadas, de uma logística mais eficiente e de métodos mais convincentes.

6. Aumente o mix de produtos

Cliente gosta de ter várias opções. E essa é uma oportunidade para aumentar o lucro da empresa. Se você já tem uma marca consolidada no mercado, tem expertise nas negociações do ramo e já sabe as carências do setor, pode ser uma boa ideia aumentar o mix de produtos.

É claro que antes de partir para isso, você tem que fazer um estudo detalhado da situação do mercado e ter um controle absoluto sobre as suas finanças. É altamente recomendado que você converse com seus vendedores, pois são eles que estão na ponta das negociações, cara a cara com o cliente e sabem exatamente quais são as necessidades e solicitações dos consumidores.

7. Trate bem o cliente

Já passou o tempo em que os clientes ficavam presos à marca somente por tradição ou por não existir outras opções. Atualmente, o cliente é fiel à qualidade do produto e preço. Há alguns que também se preocupam com a responsabilidade social da marca e até questões de sustentabilidade entram na balança.

Logo, é requisito básico tratar bem o cliente, atender as suas necessidades e ir além no pós-venda. SAC que não funciona, vendedor que não escuta ou empresa que só quer aumentar os lucros não conseguem se sustentar por muito tempo. Atendimento é tudo.

8. Seja diferente

Se você já coloca em prática todos as dicas anteriores, deve ainda levar a sério a inovação. A capacidade de ser diferente e sair à frente da concorrência é um grande passo para ampliar a sua lucratividade.

Observe como se apresentam as suas embalagens, como acontece a abordagem aos clientes, o que tem de mais novo para as linhas de produção e busque estudos de casos que transformaram empresas comuns em marcas modernas e valiosas. Você pode até formar uma equipe antenada e buscar novas soluções para impasses antigos.

Aumentar o lucro da empresa não é algo que se conquista da noite para o dia. Contudo, garantir a observância dessas 8 dicas é contribuir significantemente para a expansão do seu faturamento. Aceite esse desafio e esteja pronto para comemorar muitas conquistas!

Fonte: Bom Controle.

36% dos brasileiros usaram nome de terceiros para fazer compras no último ano, revela pesquisa CNDL/SPC Brasil.

Quase metade das pessoas que pediram o nome emprestado para fazer compras não emprestaria o seu próprio nome a terceiros. Amizade ficou abalada em 51% dos casos em que houve falta de pagamento. Cartão de crédito lidera ranking de instrumentos mais pedidos

Negar ajuda a um parente ou amigo que passa por dificuldades financeiras é uma situação que pode gerar constrangimentos. E no caso de atraso no pagamento da dívida, quem pede o nome emprestado também pode causar transtornos nas finanças de quem empresta, atrapalhando inclusive a relação de amizade entre as duas partes. Um levantamento feito em todas as capitais do país pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que 36% dos consumidores brasileiros fizeram compras utilizando o nome de terceiros nos 12 meses anteriores a pesquisa, sendo que o hábito de pedir o nome emprestado é ainda maior entre as pessoas de mais baixa renda (38%) e entre os jovens (46%).

De acordo com o estudo, a prática é utilizada, principalmente, por quem está com dificuldades de acesso ao crédito ou enfrenta imprevistos e não conta com uma reserva de emergência. Em cada dez pessoas que pediram o nome emprestado para realizar compras parceladas, três (30%) se encontravam com o limite estourado no cheque especial ou cartão de crédito. Outros 22% não tinham determinadas modalidades de crédito à disposição para uso, 18% estavam com o ‘nome sujo’ e 16% tiveram crédito negado.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o consumidor que empresta seu nome precisa refletir sobre as consequências do ato, pois a responsabilidade legal sobre a dívida é sempre de quem emprestou, já que, formalmente, ele é o titular da pendência financeira. “Caso o tomador do nome emprestado não consiga honrar o compromisso assumido, é a pessoa que empresta o nome quem arca com as consequências financeiras e jurídicas da situação. Recusar ajuda para familiares e amigos pode parecer cruel, mas muitas vezes, essas já apresentam um histórico desfavorável de pagamentos e há um risco real de que a dívida não seja paga e quem emprestou o nome será obrigado a arcar com o pagamento da quantia sozinho”, afirma a economista.

Pais e cônjuges são os mais abordados por quem pede nome emprestado; 12% reconhecem que não honraram compromisso

O estudo revela ainda que na hora de pedir o nome emprestado, as pessoas mais procuradas são aquelas do círculo de convivência, como os pais (28%), os cônjuges (21%), amigos (17%) e irmãos (16%). Além disso, na maioria das vezes, quem solicita esse tipo de ajuda acaba obtendo uma resposta positiva, uma vez que 77% dos entrevistados sempre conseguiram o nome emprestado, mesmo que parte tenha enfrentado algum tipo de dificuldade (22%).

A pesquisa revela que os argumentos de convencimento mais utilizados por quem pede o nome emprestado são a obrigação de pagar uma dívida (22%) e a necessidade de fazer compras em supermercados (17%). Há ainda 14% de pessoas que alegaram ter de comprar algo para o filho.

De acordo com a pesquisa, 7% das pessoas que pediram o nome emprestado nem mesmo avisaram o dono do dinheiro sobre a quantia que seria usada e, entre aqueles que avisaram, o valor a ser gasto (87%), 11% acabaram consumindo algo acima do que estava combinado.

“Em vários casos, quem empresta desconhece a finalidade daquele dinheiro, que pode acabar sendo usado para aquisições que não são de fato emergências ou importantes. Antes de emprestar o nome, é válido procurar entender o que motivou o pedido para tentar ajudar a pessoa de outra maneira. Para não se comprometer de imediato, a pessoa abordada pode dizer que consultará a família antes de dar uma resposta, por exemplo”, afirma o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

A maioria (90%) dos entrevistados alega ter pago ou ao menos estar pagando em dia as parcelas das compras feitas em nome de outros, mas 12% reconhecem ter alguma prestação em atraso. Considerando os que estão com o pagamento pendente, 23% justificam que houve diminuição da renda, 18% se esqueceram de pagar e 17% estão com salário atrasado. No total, 12% dos empréstimos de nome resultaram em negativação do CPF de quem assumiu a dívida.

Amizade ficou abalada em 51% dos casos em que houve falta de pagamento. Cartão de crédito é a modalidade mais emprestada

A pesquisa demonstra que, em diversas ocasiões, o empréstimo de nome deixou sequelas no relacionamento entre as duas partes. Em 51% dos casos a falta de pagamento do dinheiro emprestado fez com que a relação de amizade ficasse abalada. Outros 40% garantem que a amizade continua como antes, enquanto 9% não souberam responder.

Um dado curioso é que, embora tenham sido beneficiados pela ajuda de outra pessoa, quase metade (49%) das pessoas que já pediam o nome emprestado não emprestariam o seu próprio nome, caso alguém fizesse o mesmo pedido. Dentre os que negariam o pedido, 30% têm receio de que a pessoa não pague e 28% são cautelosos porque conhecem pessoas que emprestaram o nome e tiveram problemas por isso.

“Muitos dos que pedem o nome emprestado não fariam o mesmo por outra pessoa, justamente, por entenderem que é uma prática que envolve riscos. Uma alternativa para quem quer ajudar é oferecer dinheiro em espécie em vez de emprestar o cartão de crédito. Dessa forma, o provável prejuízo se restringirá apenas a quantia emprestada, sem que a dívida aumente por conta de juros ou gere negativação de CPF”, explica a economista Marcela Kawauti.

Outros detalhes revelados pelo levantamento é que o cartão de crédito é o meio de pagamento mais solicitado (74%) por quem pede o nome emprestado para fazer compras. Em seguida, aparecem crediário (13%), financiamento (10%) e empréstimo bancário (9%) no ranking de modalidades. Além disso, a maioria (69%) das pessoas ouvidas disse que não sentiu qualquer dificuldade por utilizar o nome de terceiros no momento da compra, enquanto 25% enfrentaram algum empecilho nesse procedimento.

Metodologia

A pesquisa entrevistou 805 consumidores, sendo que continuaram a ser entrevistados somente aqueles que disseram ter pedido nome emprestado a terceiros. A margem de erro da amostra total é de 3,4 pontos percentuais, para uma margem de confiança de 95%. Acesse a pesquisa na íntegra e a metodologia em: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/pesquisas.

Fonte: CDNL

73% dos consumidores planejam ir às compras no Dia das Crianças; data deve movimentar R$ 10,3 bilhões no varejo, apontam CNDL/SPC Brasil.

Gasto médio previsto com presentes será de R$ 199. Oito em cada dez entrevistados esperam pagar produtos à vista e 77% pretendem pesquisar preços antes de comprar

Última grande festa comemorativa antes do Natal, o Dia das Crianças não deve passar despercebido pelos brasileiros. Mesmo em meio a um cenário econômico desafiador, com alto índice de desemprego e renda achatada, 73% dos consumidores devem ir às compras este ano. É o que revela pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais. No ano passado, 66% compraram presentes na data. Para 2019, a expectativa é de que o varejo movimente aproximadamente R$ 10,3 bilhões.

Apesar dos números expressivos, o levantamento aponta que a maioria dos entrevistados pretende tomar cuidado com as despesas. No total, cada consumidor vai desembolsar, em média, R$ 198,79 com presentes — quantia muito próxima ao previsto ano passado, que foi de R$ 186,92. Entre os presentados estão filhos (48%), sobrinhos (38%), afilhados (18%) e netos (15%).

Além disso, um terço dos entrevistados (33%) planeja adquirir dois presentes, enquanto 25% somente um. No geral, os consumidores vão adquirir cerca de dois presentes. Quanto aos produtos mais procurados no Dia das Crianças estão as bonecas e os bonecos (45%), as roupas e os calçados (33%), os jogos de tabuleiro (26%), além dos carrinhos e aviões de brinquedo (18%).

“Os dados de intenção de compra servem de termômetro para o fim de ano, ao trazer as primeiras impressões do que deve acontecer no Natal, principalmente em um momento em que muitos brasileiros estão sentindo os efeitos de um mercado de trabalho retraído e de uma economia que tem demorado a engrenar”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

39% esperam gastar mesma quantia do ano passado e 78% pagar os presentes à vista; 52% acham que produtos ficaram mais caros

Embora medidas recentes, como a liberação de recursos do FGTS, possam vir a estimular positivamente o comércio nos próximos meses, a pesquisa indica que a maior parte dos entrevistados (39%) espera gastar a mesma quantia em relação ao ano passado. Outros 24% vão gastar menos e 21% têm intenção de desembolsar mais. A principal razão para que haja um freio no consumo daqueles que pretendem gastar menos este ano deve-se ao orçamento apertado (33%), enquanto 28% desejam economizar, 15% têm intenção de pagar dívidas em atraso e 13% se veem impossibilitados de comprar por estarem desempregados.

Considerando as formas de pagamento mais utilizadas, 78% pretendem pagar à vista, especialmente em dinheiro (53%), e no cartão de débito (26%). Ao mesmo tempo, 36% devem optar pelo parcelamento, sobretudo no cartão de crédito (32%). Desses, a média estimada ficará entre três e quatro prestações — ou seja, quem preferir dividir as compras acabará pagando pelos presentes, pelo menos, até janeiro de 2020.

O lugar preferido dos consumidores para fazer suas compras são os shopping centers (45%), embora 39% optem pela internet, o que proporciona comodidade em pesquisar e encontrar seus presentes. Já 32% mencionaram que buscarão o tradicional comércio de rua. Mesmo com a inflação em patamares baixos, 52% dos entrevistados avaliam que os preços dos produtos para crianças estão mais caros do que em 2018. Para 40%, os preços estão na mesma faixa e apenam 5% dizem estar mais baratos.

77% planejam pesquisar preços antes de comprar e 65% dos inadimplentes que devem ir às compras estão com o nome sujo

O estudo aponta ainda que quase oito em cada dez consumidores (77%) pretendem pesquisar preços antes de comprar. Entre esses, a grande maioria (71%) utilizará a internet para obter informações dos produtos, enquanto 49% preferem percorrer as lojas de shopping, 46% as lojas de rua e 19% os supermercados. Entre os que adotam a prática da comparação pela internet, o meio de pesquisa que mais costumam utilizar são os sites e aplicativos de busca (70%). Também há os que recorrem aos portais e aplicativos de comparação de preços (51%), aos sites de varejistas (48%) e aos sites e apps de ofertas (21%).

Para a economista do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os consumidores precisam avaliar antes de ir às compras se o orçamento permite fazer novos gastos e qual a melhor forma de pagamento. “Aqueles que estão com as contas em dia, vale tentar um desconto e pagar à vista. Já os que estão com muitas dívidas, o ideal é concentrar esforços para quitá-las e evitar contrair novas dívidas”, recomenda.

Quando indagados se costumam gastar mais do que podem para presentear no Dia das Crianças, a maioria das pessoas (77%) respondeu que não. Por outro lado, um em cada dez (20%) reconhece assumir despesas acima de suas possibilidades financeiras e 10% pretendem deixar de pagar alguma conta.

A consequência de gastar além do orçamento, muitas vezes, é a inadimplência. Entre os que compraram presentes ano passado, 11% admitem ter ficado negativado com as compras feitas na data, sendo que 5% permanecem nesta situação e 6% afirmam já ter limpado o nome. Além disso, 30% dos que pretendem fazer compras nesta data possuem alguma conta atrasada, dos quais 65% estão com nome sujo.

36% enfrentam pressão das crianças para escolha do presente; 23% dividirão valor com outras pessoas e maioria comprará em outubro

Divididos entre a vontade de agradar e os limites do próprio orçamento, muitos pais se veem em uma decisão difícil quando precisam dialogar com os filhos. De acordo com pesquisa, metade dos entrevistados (51%) prefere escolher os presentes sozinhos ou com ajuda de outro adulto, enquanto 33% decidem em conjunto com a criança. Já 16% deixam a escolha unicamente para a criança.

Quanto ao momento da compra, 33% dizem que foram ou irão acompanhados da criança, ao passo em que 55% não foram ou não pretendem ir acompanhados. No entanto, mais de um terço (36%) admite que há pressão da criança para adquirir o presente que ela quer, sendo que 19% afirmam não ceder e 17% acabam comprando o produto. Por outro lado, 64% garantem que não há essa pressão por parte da criança.

Uma estratégia que vem sendo utilizada por uma parcela dos entrevistados é dividir o preço do presente com outras pessoas. Embora 72% planejem bancar os custos sozinhos, 23% querem dividir o valor ou pelo menos parte. Entre esses, 51% esperam dividir o pagamento das compras com o cônjuge e 26% com demais familiares. E a principal razão apontada por quem planeja compartilhar os gastos é reduzir os gastos com presentes (51%). Para 24%, a intenção de dividir a compra é dar um presente melhor ou mais caro, enquanto 18% justificam estar com o orçamento apertado.

Sobre o período em que os consumidores devem ir às compras para o Dia das Crianças, praticamente metade (49%) afirmou que escolherá a primeira semana de outubro. Outros 21% aproveitariam já o mês de setembro e 15% deixarão para visitar as lojas na véspera da data.

Metodologia

A pesquisa foi realizada com 826 casos em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas com intenção de compras no Dia das Crianças. Para avaliar o perfil de compra, foram considerados 614 casos da amostra inicial, gerando uma margem de erro no geral de 3,4 p.p e 3,9 p.p, respectivamente, para um intervalo de confiança de 95%.

Baixe a íntegra de pesquisa em: https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: CNDL

Para 96% dos empresários, carga tributária e burocracia impedem crescimento dos negócios, revela pesquisa CNDL/SPC Brasil.

Condições de mobilidade (73%) e segurança pública (71%) também prejudicam o desempenho das empresas. Para 51%, comércio informal interfere nas vendas da empresa

Não importa o tamanho da empresa, segmento de atuação ou localidade, fazer a sua empresa crescer ou trabalhar pela manutenção de seus negócios é sempre um desafio na realidade brasileira. Uma pesquisa feita pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao C rédito) em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) revela que 96% dos empresários brasileiros avaliam que a alta carga tributária e a complexidade do sistema de arrecadação representam uma barreira para o desenvolvimento de seus negócios. A queixa se sobressai, principalmente, na tributação sobre a fabricação e venda de produtos ou serviços, apontado por 53% da amostra como um empecilho.

Outros fatores do chamado “Custo Brasil” também são criticados pelos empresários ouvidos no estudo, como o excesso de burocracia para abrir, manter e fechar empresas e também na contratação e dispensa de funcionários (49%). Já 44% veem os altos juros como um empecilho para o crescimento de seus negócios e 41% reclamam do alto custo para empregar devido à tributação da folha de pagamento. A dificuldade para obter c rédito é mencionada por 21% da amostra.

A pesquisa, que teve como objetivo identificar possíveis entraves para o crescimento das empresas, integra o convênio Políticas Públicas 4.0 (PP 4.0), firmado entre o Sistema CNDL e o Sebrae, e pretende coletar insumos para a proposição de políticas públicas que contribuam para a melhoria do ambiente de negócios no país e, consequentemente, apoiem o desenvolvimento do varejo.

“A alta taxa de impostos diminui a lucratividade e dificulta a sobrevivência do negócio, especialmente em seu início e durante a fase de consolidação. A burocracia torna as empresas lentas e pouco competitivas, os juros excessivos inibem a tomada de c rédito e os investimentos, e prejudicam diretamente a capacidade produtiva”, observa o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), José César da Costa.

Para maioria, condições da infraestrutura, mobilidade e segurança pública, também são barreiras para o crescimento das empresas

De acordo com o estudo, 62% dos empresários também apontam que aspectos relacionados à infraestrutura do país impactam negativamente o crescimento da empresa, sendo as áreas mais mencionadas as rodovias e estradas (30%), a conectividade a internet (22%), o sistema de Correios (22%) e a qualidade da telefonia (20%).

Já as deficiências na segurança pública são problema para os negócios na opinião de 71%, em virtude do risco de assalto no entorno da loja ou empresa (59%), da falta de iluminação adequada para o período noturno (27%) e da presença de moradores de rua nas imediações do negócio (22%). A gestão empresarial também foi colocada como um obstáculo para o crescimento da empresa, apontado por 88% dos entrevistados. Nesse caso, as dificuldades passam pela contratação de mão de obra qualificada (43%), a falta de dinheiro para comprar informações sobre o mercado e clientes (26%), manter a motivação e produtividade dos funcionários (24%) e a falta de tempo para fazer atividades operacionais e de gestão (23%).

Para 73%, a mobilidade urbana, que se refere às condições para o deslocamento eficiente e seguro de pedestres e motoristas nas cidades, também prejudica o crescimento das empresas, principalmente pelas dificuldades de estacionamento (41%), trânsito intenso (34%) e falta de pavimentação das ruas (29%).

A pesquisa também investigou como a informalidade atrapalha o desenvolvimento das empresas no país. Para 51% dos empresários entrevistados, o comércio informal interfere em alguma medida nas vendas da sua empresa, sendo os maiores obstáculos o fato de oferecerem os mesmos produtos ou similares, porém mais baratos por não pagarem impostos (77%). Para 25%, o maior problema é a sensação de insegurança no entorno das lojas, por muitas vezes estarem envolvidos com tráfico e organizações criminosas, e 20% apontam os impedimentos no trânsito de pessoas no entorno da loja em função da aglomeração de barracas nas calçadas.

59% dos empresários estão otimistas com ações do governo para aumentar as vendas do varejo

O governo federal adotou nos últimos meses medidas com o intuito de desburocratizar a atividade empresarial, como por exemplo a MP da Liberdade Econômica, que traz medidas de desburocratização e simplificação de processos para empresas e empreendedores.

Diante de medidas como essa, 59% dos empresários entrevistados estão otimistas com a perspectiva do atual governo em adotar medidas para aumentar as vendas do varejo até o final do mandato, enquanto 24% estão em posição neutra e 16% se dizem pessimistas em algum grau.

Entre as iniciativas que o governo poderia adotar no país para estimular o varejo, as ações com maior potencial de impacto na avaliação dos empresários consultados seriam a promoção de uma reforma tributária que reduza a carga de impostos e simplifique o regime de tributação das empresas (81%) e o lançamento de linhas de c rédito menos burocráticas com juros menores para empresas de pequeno porte (78%). O fornecimento de consultorias gratuitas para micro, pequenas e médias empresas (75%) e investimentos públicos na segurança pública para que os consumidores circulem pelas regiões de comércio (75%) também são medidas consideradas necessárias.

“As medidas aprovadas recentemente pelo Congresso Nacional, como a Reforma da Previdência e a MP da Liberdade Econômica mostram a abertura de um caminho para a redução dos gastos com a máquina administrativa, a desburocratização e a simplificação do sistema tributário. Nesse cenário, as ações estratégicas de estímulo ao setor empresarial são cruciais”, afirma Costa.

Metodologia

A pesquisa ouviu 601 Proprietários ou responsáveis pela gestão de empresas dos setores de comércio varejista e serviço, situadas nos 27 estados brasileiros. Foram consideradas empresas com pelo menos um funcionário. Baixa a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

Fonte: CNDL

Inteligência artificial: o varejo como você nunca viu.

Os 4 Ps do marketing do varejo estão prestes a sofrer uma revolução impulsionada pela Inteligência Artificial. Com a aplicação da ferramenta em diversas etapas do negócio, as decisões sobre Produto, Preço, Praça e Promoção se tornarão mais ágeis e tendem a ser cada vez mais assertivas já que as informações sobre o comportamento dos consumidores será, também, cada vez mais refinada.

A bem da verdade é que a AI (Artificial Intelligence) em termos de ciência é algo bem antigo. Para se ter ideia, Alan Turing, considerado o pai da técnica, morreu em 1954. E somente agora, mais de meio século depois, é que o tema entrou de maneira significativa na agenda de profissionais de marketing, vendas e estratégia.

O que mudou? Os smartphones

Hoje cada consumidor traz em sua mão, um aparelho com uma capacidade computacional superior a uma máquina que precisava de mil metros quadrados para ser instalada há algumas décadas.

Cada um desses devices com sensores que são capazes de coletar informações precisas de direção, movimentação, localização, pressão, além de de áudio, vídeo etc. E com um diferencial sobre qualquer os outros computadores: o consumidor leva o smartphone para qualquer lugar que vá.

Todas essas características aliadas à sua alta penetração na população –  um estudo recente da FGV indica que existem hoje cerca de 230 milhões de smartphones ativos no Brasil contra uma população de 209 milhões de pessoas –  permitiram uma coleta massiva de dados. E são justamente esses dados que são a matéria prima para a inteligência artificial.

Outro fator foi o desenvolvimento da computação em nuvem.  Esses parques tecnológicos com milhares de supercomputadores são capazes de coletar, tratar e armazenar um volume de dados antes inimaginável.

Foram essas as principais mudança que permitiram a criação da infraestrutura necessária para que a AI se tornasse aplicável em larga escala no mundo dos negócios, no ambiente real.

IA no varejo físico

Com essa infraestrutura instalada, a inteligência artificial está trazendo para o varejo físico uma inteligência que até pouco tempo atrás só era acessível ao e-commerce. Só que com detalhe que fará com que a aplicação no mundo físico seja ainda mais assertiva do que no digital: enquanto no ambiente online os consumidores têm um comportamento aspiracional, no real o comportamento das pessoas está de fato ligado ao seu padrão de consumo dentro e fora do seu estabelecimento.

Em outras palavras, as peças que faltaram para se aplicar a AI no varejo físico agora existem. Nesse cenário, começam a surgir suas aplicações que revolucionarão o varejo. Uma das mais relevantes é que agora é possível incrementar os serviços dentro das lojas e se estender a visibilidade do comportamento do consumidor para além de sua loja.

Dentro da loja, por exemplo, está acontecendo um refinamento do uso da AI. Hoje, além de usar a técnica para fazer contagem de quem entra e sai, é possível criar algoritmos para entender a popularidade dos produtos, o padrão de movimentação dentro da loja, o comportamento diante das gôndolas, o padrão de venda e de consumidores de determinada loja, região ou grupo.

VOCÊ VIU?

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Tudo isso em uma velocidade de processamento do dados antes inimaginável e com o auxílio de machine learning que ajuda a encontrar padrões nesses dados para gerar insights de negócio aplicáveis.

Já fora da loja, começamos a ter dados de origem e destino: onde as pessoas estavam e para onde foram após visitar suas lojas. Quais concorrentes seus consumidores visitam e até quais são seus verdadeiros concorrentes. Quais estabelecimentos associados aos seus elas frequentam. Como se locomovem pela cidade. Qual a área de influência dos seus consumidores e, portanto, de sua marca.

Com isso, marcas ganham o poder de analisar o mercado, de entender as motivações das pessoas e tomar decisões de negócios mais fundamentadas. Um exemplo é a expansão de negócios.

Com a AI, a análise do lugar para abrir um novo estabelecimento ganha uma dimensão de informações muito mais precisas e detalhadas, amparadas por padrões vividos pelos seus consumidores ou consumidores de sua concorrência.

Estratégias de expansão de portfólio, precificação, promoções em loja: todas essas decisões de negócios passam a ser amparadas por dados mais relevantes. Ao analisar esse conjunto de informações que chegam agora em alta escala, com uma capacidade de processamento muito mais veloz e aplicadas ao mundo físico levarão o varejo a de fato colocar o consumidor no centro de suas decisões de negócio, por meio do conhecimento de como ele se comporta intuitivamente ou racionalmente no ambiente físico.

O poder será do varejo que estiver de fato aberto a fazer da satisfação do seu consumidor seu principal diferencial.

Finalizando, como não poderia deixar de ser, a AI traz um risco que pode ser e, na minha expressa opinião, deve ser evitado: invadir a privacidade das pessoas. A coleta, processamento e armazenagem de dados deve ser feita de maneira responsável.

É possível, sim, mapear o comportamento do consumidor sem atribuir àquele dado informações de nome, telefone, e-mail ou qualquer identidade civil. Ninguém precisa saber que eu sou o André, para me entregar conveniência. Entender o comportamento dos consumidores ajuda o varejo, invadir a privacidade de seus clientes destrói um direito da humanidade.

Fonte: Nova Varejo

5 dicas para o varejo em tempos de crise.

A ideia desta compilação surgiu devido ao ambiente desafiador que o Brasil vive, mas também por entender que as vezes podemos estar deixando de lado o B a Bá do varejo, o básico, o arroz com feijão. Diante de um cenário de incertezas, acompanhe nossas dicas!

1- Um olho na venda e outro no caixa.

Pode parecer bem simples,mas o foco somente na venda, não é a melhor idéia. Todo mundo já notou que o fluxo nos malls dos shopping e nas ruas de comércio mais movimentado em todo o país tem diminuído, consequentemente para as marcas que não estão bem presentes na cabeça do consumidor uma pequena queda nas vendas é inevitável, até ai não há novidades.

A diferença é que alguns varejistas já vinham observando isto faz mais de 1 ano e medidas de ajuste, cortes e todo tipo de redução de gastos já foram feitas, se este não é o seu caso não deixe de olhar com muita cautela para seus custos fixos e operacionais e mãos na tesoura. Faça isso hoje.

Todo o tipo de incentivo a equipe de vendas também é bem vindo, pois o salário do seu funcionário caiu na mesma proporção da redução de suas vendas, se este não é seu caso o incentivo vem em um momento em que a despesa de todos subiu e será muito bem recebido.

2- Manter um cliente frequente, é mais barato que conquistar um novo.

A reclamação do mau atendimento por parte de vendedores e gerentes dos mais diversos segmentos é ainda o padrão e não o contrário. O cliente hoje é em muitas ocasiões bem informado sobre o que quer , como quer, e qual preço quer pagar, avaliando assim se a relação valor x beneficio é justa.

Se não existe investimento na capacitacão das equipes fica difícil cobrar desempenho. A realidade de uma competição acirrada é a verdade do mercado hoje, e as vezes conhecer um pouco mais do seu produto, ter uma boa estória para contar , ser gentil são aspectos raros. Se possível surpreender, e ir um pouco além do atendimento tradicional com um mimo uma pequena delicadeza, que não seja nenhum beneficio financeiro, mais simplesmente a valorização deste cliente frequente, que no fim, é quem paga o grosso das contas da empresa. Como Pareto diz, 20% dos clientes resolvem 80% dos problemas.

3- O digital veio para ficar, mas gaste bem seu tempo antes de entrar.

Com certeza 100% das empresas e negócios , precisam de alguma forma manter sua presença digital. Seja através de um site , blog ou rede social, a análise deve ser feita cuidadosamente, se possível com a ajuda de especialistas.

A presença nas rede sociais é obrigatória porém qual rede social, mais indicada para os objetivos da empresa, qual a estratégia a ser usada e para qual publico ? Estas são perguntas que normalmente tem sido feitas somente ao final de experiências mal sucedidas.

A web é também um espaço onde reputacões podem ser criadas com muito trabalho , expertise e dinheiro, de outro lado os deslizes custam caro à reputação das marcas. Tenha calma e gaste seu tempo avaliando quem faz a diferença no seu segmento, e procure descobrir as melhores práticas.

4- O valor de uma boa experiência.

Que a maioria dos produtos virou comodities ( Feijão, minério, café..) parece que todo mundo já sabe . A dificuldade tem sido como demonstrar qualidades únicas e beneficios exclusivos quando tudo no mercado é igual, ou muito parecido.

Sem dúvida a marca tem um papel a cumprir, carregando os adjetivos que construiram uma reputação, mas o cliente parece estar ligando menos para isto.

Pegue você como exemplo, com certeza várias marcas fazem parte do seu guarda roupa mas, qualidade, estilo, durabilidade também já estão no universo das comodities, a experiência de marca ou de compra, desponta como um das estratégias que podemos e devemos controlar, sim uma obsessão.

Conhecer o seu cliente vai exigir mais do que todos os softwares de CRM ou AI do mercado entregam, mas as vezes um simples nome próprio, aumenta a sua chance de fechar uma venda. De volta ao básico, vire sua empresa para o cliente.

5- Cuide da motivação de toda a equipe.

Toda equipe de vendas tem seus altos e baixos, e o stress do dia a dia é em diversas ocasiões transportado para o salão de vendas, cotas não batidas, o desgaste das cobranças, e diversos outros motivos que não imaginamos, podem estar eliminando o moral das equipes.

Neste cenário o acompanhamento , a escuta paciente, a avaliação criteriosa da performance de todos com ferramentas eficientes, é imprescindível para definir o rumo e empurrar cada colaborador em direção aos seus objetivos.

Estímulos financeiros, caixinhas , concursos , jogos e a conversa cara a cara, são fundamentais para compreender o espírito , e o momento de cada um.

Você que é a locomotiva deste grupo, seja como gerente, supervisor, diretor ou dono, tem a oportunidade de ouvir e dar o exemplo positivo, mesmo nas mais adversas situações. Servir e dar o exemplo são ainda os mantras de quem inpira motivação.

PS: É justamente a possibilidade de realizar um sonho que torna a vida interessante, e diante das dificuldades, só deveremos ficar preocupados com a melhor maneira de seguir em frente.

Fonte: Portal Falando do Varejo

Abrir mão do smartphone prejudicaria a rotina de 77% dos jovens conectados, revela pesquisa CNDL/SPC Brasil.

Estudo aponta que 87% dos jovens de 18 a 24 anos acessam a internet todos os dias e 39% acreditam que não ter um smartphone prejudicaria lazer, estudo e trabalho

Mandar e-mail, pesquisar na internet, trocar mensagens instantâneas com amigos, tirar fotos, ouvir música e até mesmo fazer ligações. O smartphone se tornou um aparelho essencial na vida dos brasileiros, ao ponto de que muitos já não conseguem imaginar como seria a sua rotina sem essa ferramenta. Exemplo dessa necessidade, é que em cada dez jovens que possuem um smartphone, oito (77%) garantem que a sua vida seria prejudicada de alguma forma, caso não tivessem o aparelho. Nesse caso, as áreas mais afetadas seriam as atividades de lazer (39%), os estudos ou o trabalho (39%), a vida social (37%) e as finanças (21%).

De acordo com o estudo, oito em cada dez jovens brasileiros (84%) entre 18 e 24 anosnascidos dentro da chamada Geração Z, possuem um smartphone, enquanto 66% mencionam a posse de um notebook. Eles usam o smartphone, principalmente, para ouvir música (72%), acessar as redes sociais (71%), assistir à vídeos (67%), tirar fotos (63%) e ler ou enviar mensagens instantâneas para amigos (58%). A pesquisa ainda mostra que 87% dos jovens entrevistados acessam a internet todos os dias, principalmente por meio do smartphone (81%), opção bem mais à frente do que os que acessam a partir de um computador de mesa (51%) ou via notebooks (48%). Navegar na internet via smart TV e tablets é tarefa para 24% e 15%, respectivamente, dos jovens.

“A Geração Z não está apenas crescendo cercada pela tecnologia, mas sua visão de mundo e a maneira como constroem relacionamentos e interagem com o meio à sua volta parecem passar cada vez mais pelo uso de aparelhos móveis conectados. Eles não estão apenas ‘imersos’ no ambiente virtual, mas suas próprias vidas são, em parte, digitais”, observa o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), José César da Costa.

As informações foram levantadas em uma pesquisa conduzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com o objetivo de analisar o comportamento e a relação dos jovens brasileiros da Geração Z com a tecnologia. A pesquisa integra o convênio Políticas Públicas 4.0 (PP 4.0), firmado entre o Sistema CNDL e o Sebrae, e pretende coletar insumos para a proposição de políticas públicas que contribuam com a melhoria do ambiente de negócios no país e, consequentemente, apoiem o desenvolvimento do varejo.

Internet é o meio mais utilizado para ficar informado sobre as notícias, mas compras ainda são concentradas nas lojas físicas

O ambiente on-line é o preferido da Geração Z, não apenas para buscar todo tipo de informação, mas também para estar em dia com as relações sociais e ampliar o círculo de amizades, bem como para lidar com compromissos financeiros.

Assim, em comparação ao meio físico, a internet é mais frequentemente utilizada para ficar informado sobre as notícias em geral (87%), buscar informações sobre produtos e serviços (82%), manter o contato com amigos e familiares (72%), conhecer pessoas (66%), fazer transações bancárias e pagar contas (58%) e fazer cursos (52%). As aquisições em geral, incluindo itens como roupas, sapatos e eletrônicos, contudo, ainda são feitas em sua maioria nas lojas físicas (58%).

“As redes sociais têm um importante papel de divulgação das informações sobre marcas, incluindo seus serviços, contatos, localização e recomendações. No meio desse mundo de usuários conectados, é preciso saber onde estão aqueles com quem a marca deseja realmente dialogar.”, acrescenta Costa.

Sites e aplicativos são os principais canais de compra on-line

A pesquisa também buscou entender como se comportam os jovens brasileiros desta nova geração em relação ao consumo. No que diz respeito às compras feitas pela internet, os meios mais utilizados são os sites de redes varejistas (61%), aplicativos (52%), redes sociais (31%) e o WhatsApp (26%). Os itens mais frequentemente adquiridos na internet pelos jovens são roupas, sapatos e acessórios (51%), eletrônicos (45%), livros (35%), jogos eletrônicos (32%), maquiagem cosméticos e perfumes (30%) e eletrodomésticos (26%).

97% dos jovens da geração Z utilizam redes sociais. Principais motivos são contato com familiares e amigos e se manter informado

O levantamento mostra que as redes sociais também servem como espaço de socialização e busca de informações variadas: 97% da Geração Z usam alguma rede social, com destaque para o WhatsApp (82%), o Facebook (79%), o YouTube (78%) e o Instagram (73%).

Dentre os principais motivos para utilizá-las estão manter contato com amigos e familiares (59%), ficar informado sobre notícias de assuntos diversos (54%), buscar informações sobre produtos e serviços (40%) e fazer amizades (32%).

Dividir momentos do dia-a-dia pela internet também é um hábito comum dos jovens: 84% daqueles que estão presentes em redes sociais admitem o costume de compartilhar conteúdo em seus perfis, sendo que 45% compartilham fotos e vídeos pessoais, 42% fotos e vídeos de terceiros que tenham gostado e 34% fazem posts pessoais.

“A internet tem contribuído para democratizar o acesso ao conhecimento e as redes sociais potencializam o alcance das informações, promovendo interações entre as pessoas, troca de experiências, a oportunidade de se expressarem e também de consumirem com mais facilidade e comodidade. Os jovens estão na vanguarda dessa transformação e vem moldando novos padrões de comportamentos, que todos acabam aderindo mais tarde. Grupos de mídia, varejistas, propagandistas ou até mesmos setores da educação, todos precisam se adaptar aos novos tempos”, afirma Costa.

Metodologia

A pesquisa ouviu 801 jovens brasileiros, com idade entre 18 e 24 anos, residentes em todas as capitais. Homens e mulheres pertencentes a todas as classes econômicas e escolaridades. Baixe a pesquisa na íntegra em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

Fonte: CNDL

Perda do emprego e redução da renda são principais causas da inadimplência no país, apontam CNDL/SPC Brasil.

Mais da metade dos entrevistados sabe pouco ou nada sobre a renda do próximo mês; 45% extrapolam limite do orçamento e 32% deixam de pagar alguma conta para comprar algo que desejam 

O cenário de dificuldades que ainda assombra a economia do país vem contribuindo para o alto endividamento dos brasileiros. É o que revela pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). E as principais causas da inadimplência entre os que tinham dívidas em atraso há mais de três meses da realização do estudo foram perda do emprego (30%) — que chega a 31% nas classes C, D e E —, redução da renda (29%), empréstimo do nome para terceiros (14%) e falta de controle financeiro (13%).

Considerando aqueles que se endividaram por descontrole ou por conseguirem crédito fácil, 36% disseram que compraram porque se fossem esperar sobrar dinheiro, demorariam para conseguir. Outros 33% quiseram aproveitar as promoções oferecidas pelas lojas, levando-os a contrair gastos extras sem avaliar o orçamento. Já 14% reconhecem não ter negociado bem os preços no momento da compra, enquanto 11% disseram estar tristes e, por essa razão, compraram mais do que o necessário para se sentir melhor.

O levantamento mostra também que muitos chegam até a negligenciar as despesas do dia a dia: 46% sabem pouco ou nada sobre o valor de suas contas básicas, como luz, água, telefone, aluguel, plano de saúde, condomínio e mensalidade escolar. Outros 53% admitem ter pouco conhecimento em relação à própria renda do mês, entre salários, recebimento de aluguéis e demais rendimentos. Já mais da metade (52%) desconhece o número total de parcelas das compras realizadas por meio do crédito.

“Apesar de a conjuntura econômica continuar afetando o bolso da população, tanto pelo desemprego elevado quanto pela diminuição da renda, ainda se vê o mau hábito do brasileiro em não controlar suas finanças. Boa parte da inadimplência é reflexo de uma falta de conscientização em controlar o quantose ganha e se gasta, provocando esse desequilíbrio no orçamento”, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.

Estado emocional influencia inadimplência: 42% passavam por problemas financeiros e 14% foram levados pela ansiedade

Além da falta de planejamento financeiro, o estado emocional diante de determinadas situações pode influenciar negativamente o orçamento. Ao investigar o que contribui para um desequilíbrio nas contas do ponto de vista emocional, a pesquisa constatou que o fator número um está ligado aos problemas financeiros (42%). Em seguida, 14% dos entrevistados mencionaram a ansiedade e 12% citaram a insatisfação ou problemas no trabalho como responsável por esse tipo de comportamento. Outros 9% contraíram dívidas enquanto passavam por dificuldades no relacionamento familiar. Por outro lado, 24% disseram não estar vivenciando nenhum problema emocional no período em que se endividaram.

Apesar dos transtornos provocados pela inadimplência, poucos são os que se mostraram dispostos a adotar novos hábitos para uma vida financeira saudável. Entre os que se endividaram por descontrole ou compras por impulso, 47% reconhecem não ter feito nada para mudar de atitude. Metade desses alega não considerar o problema tão grande (52%), enquanto 34% argumentam que este hábito faz parte do seu jeito de ser e que nunca irão mudar. Já 11% afirmam que a situação não provoca nenhum tipo de incômodo. Em contrapartida, 53% tentaram mudar sua atitude para evitar gastos desnecessários.

Além disso, questionados sobre como lidaram com a situação, seis em cada dez (66%) revelam que não buscaram qualquer ajuda para resolver suas dificuldades com o controle das contas. Nesse caso, 58% justificaram a decisão dizendo serem capazes de resolver os problemas sozinhos, ao passo que 24% afirmaram não ter dinheiro para contratar ajuda profissional e 18% não sabiam a quem recorrer. Apenas um terço (34%) disse ter tomado algum tipo de providência, dos quais 62% pediram apoio a um amigo ou parente para organizar as contas, 19% procuraram ajuda profissional e 16% algum tipo de auxílio psicológico para ter mais controle sobre as compras e o orçamento. Outros 41% disseram ter tentado ajuda após outras medidas sem sucesso.

45% extrapolam o orçamento e 32% admitem às vezes deixar de pagar alguma conta para comprar algo que desejam

A impulsividade, motivada pelo desejo de adquirir um produto ou serviço sem pensar no impacto nas contas mensais, pode colocar em risco o equilíbrio do orçamento. Nesse aspecto, a pesquisa aponta certa contradição entre os inadimplentes ouvidos. Sete em cada dez (70%) entrevistados garantem que costumam avaliar os custos de serviços ou assinaturas para ver se podem cortá-los e 68% dizem planejar antes de fazer alguma compra.

Entretanto, nos últimos três meses, 33% fizeram compras, mesmo sabendo que seria difícil pagá-las, ao passo que 24% compraram sem pensar se conseguiriam pagar ou não e 17% fizeram aquisições sabendo que não teriam como pagar. Além disso, 45% declararam gastar mais do que o orçamento permite e 44% quase sempre costumam ceder aos desejos e impulsos quando querem muito comprar alguma coisa.

Ainda de acordo com o levantamento, a imprudência de alguns consumidores chega a tal o ponto em que se negligencia o pagamento de compromissos para satisfazer uma vontade:32% admitem que às vezes deixam de pagar uma conta para comprar algo que se deseja. Além disso, 36% reconhecem que nos dias em que não estão muito bem acabam comprando coisas não planejadas para se sentirem valorizados.

“O consumo como mecanismo de alívio emocional é uma armadilha perigosa por proporcionar apenas uma satisfação temporária. No dia seguinte os problemas continuam os mesmos, com a diferença de que agora há mais um compromisso a pagar, mais uma dívida pressionando o orçamento. Nesses casos, uma alternativa seria ter acompanhamento psicológico para detectar os motivos que levam a pessoa a buscar, nas compras, o conforto e a autoestima que ela tanto procura”, orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Metodologia

A pesquisa ouviu 600 consumidores com contas em atraso há mais de três meses acima de 18 anos, de ambos os gêneros, de todas as classes sociais e que residem nas 27 capitais do país. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos a um intervalo de confiança de 95%.

Baixe a pesquisa na íntegra em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

Fonte: CNDL

Seis em cada dez internautas fizeram compras por meio de aplicativos de loja no último ano, aponta estudo CNDL/SPC Brasil .

Facilidade de acesso e ofertas mais atraentes estão entre principais vantagens apontadas. 33% dos consumidores digitais adquiriram produtos e serviços pelas redes sociais, enquanto 18% realizaram alguma compra pelo WhatsApp

Os brasileiros vêm se rendendo, cada vez mais, às compras de produtos e serviços por meio de smartphones. É o que aponta um estudo realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Só nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa, seis em cada dez (61%) internautas fizeram alguma compra usando aplicativos de lojas.

Para os entrevistados, a facilidade de acesso é o que mais estimula a comprar via app (52%), uma vez que a aquisição pode ser realizada pelo próprio celular, de qualquer lugar. Outras razões apontadas são praticidade e rapidez (46%), oferta de produtos ou serviços com melhores preços (41%), além da possibilidade de organizar as compras de acordo com interesses e gosto pessoal (26%).

Quanto aos produtos mais comprados pelos internautas via aplicativos de loja nesse período, os eletrônicos e itens de informática (39%) lideram o ranking — percentual que chega a 50% entre os homens. Em seguida aparecem contratação de serviços de transporte particular (37%), vestuário (32%), itens para casa (31%) e pedidos de comidas ou bebidas por delivery (26%).

“A economia em torno da indústria dos aplicativos deverá crescer de forma exponencial nos próximos anos e o varejo precisa estar de olho nessa tendência, principalmente diante desse novo cenário em que a preferência dos consumidores por apps de lojas vem aumentando. É o momento de as marcas construírem relacionamentos mais próximos a seus clientes e entenderem melhor sobre seus hábitos de consumo, suas necessidades e preferências”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.

33% dos entrevistados compraram pelas redes sociais; roupas, eletrônicos e comida por delivery foram os itens mais adquiridos   

Outra tendência que vem sendo percebida é o peso das redes sociais na decisão de compra dos brasileiros. Impactados pelos anúncios de grandes varejistas e até mesmo pequenas lojas, um terço dos entrevistados (33%) disse ter adquirido produtos e serviços pelas redes sociais nos últimos 12 meses anteriores à realização da pesquisa. Entre as principais razões, destacam-se rapidez e praticidade (37%), grande volume de ofertas e promoções vindas dos lojistas (36%), preços mais atrativos em relação ao mercado (32%) e melhor interação com o canal de atendimento dos anunciantes (28%).

A pesquisa também mostra que os itens de vestuário (37%) foram os mais adquiridos pelas redes sociais, percentual que chega a 44% entre as mulheres. Já os eletrônicos e produtos de informática (27%) ficaram em segundo lugar no ranking, empatados com os pedidos de comida e bebida por delivery (27%). Na sequência aparecem os cosméticos, perfumes e produtos para cabelo (26%), além de itens para a casa (26%), como eletrodomésticos, decoração, cama, mesa e banho.

“O consumidor quer ter acesso a canais de compra que permitam escolher o que for mais conveniente. Isso significa que o varejo precisa continuar desenvolvendo experiências que atraiam os consumidores e promovam o engajamento. Ou seja, é fundamental reduzir cada vez mais a distância entre o varejo físico e comércio online”, afirma Pellizzaro Junior.

Em cada dez internautas, dois realizaram alguma compra pelo WhatsApp, 54% tiveram retorno rápido ao se comunicar com lojas

Aplicativo com maior número de usuários no país, o WhatsApp extrapola a comunicação pessoal e em grupo. Dados do levantamento revelam que em cada dez consumidores entrevistados, dois (18%) realizaram alguma compra pelo aplicativo nos 12 meses anteriores à pesquisa. Por outro lado, 82% não fizeram nenhuma compra neste período. Entre os motivos pelos quais utilizaram o WhatsApp para consumo, 40% afirmaram que o processo é mais fácil e rápido se comparado com as transações feitas pessoalmente ou por telefone. Já 35% gostam da facilidade em acessar o histórico das informações armazenadas e 26% mencionam a possibilidade de receber imagem e vídeos dos produtos e serviços.

Ainda considerando os que usaram o aplicativo para compras, 54% destacaram o retorno rápido na maioria das vezes em que se comunicaram com a loja ou o prestador de serviços. Apesar disso, enquanto 20% não obtiveram nenhum tipo de resposta, outros 20% garantem que na maioria das vezes o retorno foi demorado e apenas 6% ficaram sem nenhum retorno por diversos momentos.

No geral, 78% dos consumidores ouvidos acreditam que o WhatsApp é uma boa forma de as empresas se comunicarem com clientes, principalmente para tirar dúvidas ou receber suporte técnico (58%), agendar horários de atendimento (35%), enviar promoções (31%) e comprar produtos ou serviços (20%).

Dentre os consumidores que não fizeram uso do WhatsApp para comprar ou trocar informações com lojas e vendedores, a principal justificativa mencionada é o fato de sempre terem conseguido resolver o que precisava no site ou aplicativo da empresa (41%). Já 32% afirmam não gostar de ser incomodados por empresas, já que a ferramenta é adotada apensa para uso pessoal, e 24% não confiam no WhatsApp por terem medo de sofrer golpes.

66% dos consumidores que conhecem aplicativos de entrega já usaram ou ainda utilizam o serviço   

Ao reunir diversas lojas em um único lugar, uma espécie de ´shopping-center virtual´, os marketplaces se transformaram em uma boa alternativa de compras para os consumidores digitais. De acordo com a pesquisa, nove em cada dez (91%) internautas reconhecem vantagens de comprar nesse tipo de comércio online. Os principais benefícios citados são maior variedade de produtos (48%), melhor preço (47%), maior disponibilidade dos produtos (43%), frete mais barato (31%) e garantia de solução em caso de problema com lojista ou produto (27%). Em contrapartida, 9% não veem vantagem em comprar em marketplaces.

Por fim, entre os consumidores que afirmaram conhecer empresas de entrega sob demanda por aplicativos, 66% disseram já ter comprado pelos apps em seu dia a dia, enquanto 34% ainda não. Para os que costumam contratar esses serviços, a maioria (90%) usou para compra de comida delivery. Outros 18% adquiriram itens de farmácia, supermercado e petshop, enquanto 7% solicitaram busca ou entrega de documentos.

Metodologia

A pesquisa ouviu 904 consumidores em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas que compraram pela internet nos últimos 12 meses. Em seguida, continuaram a responder o questionário 800 consumidores que fizeram alguma compra ao longo deste período. A margem de erro é de 3,3 p.p no primeiro caso e 3,5 p.p no segundo, para um intervalo de confiança a 95%. . Baixe a pesquisa na íntegra em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

Fonte: CNDL.

Três dores das empresas de produtos e serviços ao varejo.

Nós vivemos em um mundo onde os padrões de relação entre marcas e consumidores vêm se alterando com velocidade e intensidade cada vez maiores, com a capacidade de transformar quase tudo o que entendemos até hoje sobre o mercado de varejo e consumo em períodos cada vez mais curtos.

Das relações de consumo simples, como o ambiente de loja e seu atendimento, questões como meios de pagamento, gestão de negócios cada vez menos suscetível a erros ou excessos, e a própria visão do que deve ser um ponto de venda, vêm evoluindo e se transformando de uma maneira como nunca aconteceu antes. A tendência é aumentar ainda mais esse ritmo de transformação.

Nesse contexto, oferecer produtos e serviços ao varejo tem sido um constante desafio para as empresas. Mesmo que sejam vistas como protagonistas dessas mudanças, oferecendo ao mercado novas tecnologias e soluções, há um desafio competitivo gigantesco.

É necessário se manter na vanguarda e, ao mesmo tempo, não perder o contato ou o ritmo de evolução de seu mercado – este último considerando não somente seu mercado externo, ou seja, seus clientes, mas também seu mercado interno.

Uma das dores das empresas tem sido acompanhar o ritmo de mercado e suas evoluções. É o que chamamos de: dor de ENTENDER O MERCADO.

Parece simples, principalmente em um mundo onde o que não falta hoje são canais e meios para se tornar atualizado. O desafio das empresas está em conseguir manter de forma geral um ritmo de atualização de conceitos e criação que não se perca em meio ao furacão do cotidiano.

É comum vermos empresas em seus mais variados campos que, embora tenham pessoas que de forma isolada, até mesmo em postos de alta diretoria, estejam completamente atualizadas em seu mercado, tenham a dificuldade de colocar na agenda diária da empresa espaço para a discussão e criação de novas oportunidades. Isso faz com que muitas empresas percam o ritmo de conexão com o seu mercado e suas principais dores.

A segunda dor é sobre ATUALIZAR EQUIPES. Partindo das empresas que mantém um ritmo de inovações interessantes, a dificuldade está em disseminar tudo o que a empresa vem criando e pode oferecer ao mercado. Partindo obviamente do time de vendas, que se ao mesmo tempo deveria ser o grande disseminador das novidades da empresa, por vezes também é seu verdadeiro calcanhar de Aquiles, seu ponto de fraqueza.

Por vezes, uma solução que levou tempo e investimento para chegar ao seu produto final, chega com um valor menos importante se comparada às principais soluções da empresa, e é até mesmo completamente negligenciado pelos times de venda, mais preocupado em bater a meta do que em ajudar a evoluir ou transformar o negócio de seus clientes.

A terceira dor, e uma das mais difíceis de trabalhar, é de ATUALIZAR O MERCADO. Mesmo que sua empresa hoje seja eficiente em se manter focada em se atualizar ou atualizar as equipes, há uma dor gigantesca em atualizar seus clientes sobre suas soluções ou serviços.

Mesmo que conte com o time de vendas ou divulgações para que isso ocorra, eventos ou workshops têm se mostrado uma excelente ferramenta para que mais do que atualizar, ajudar a engajar seus clientes no processo de atualização, e auxiliando para que esse processo também se traduza em conversões de vendas.

O mercado está evoluindo de forma intensa e estamos auxiliando as empresas na condução dessa transformação com seu mercado e até mesmo com seu próprio time. Resolver essas dores em meio a tantas outras do próprio negócio, como a busca por vendas, a gestão do negócio, a contratação de times eficientes, entre outras, é um enorme desafio.

Mas é algo que só pode ser de alguma forma curado com atitude e foco com a mesma intensidade e velocidade com que as transformações hoje ocorrem.

Fonte: Mercado e Consumo.