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Cresce o número de pessoas que deixam a compra para a última hora movimentando lojas físicas

O Dia das Mães segue como uma das datas mais relevantes para o comércio brasileiro e, para muitos consumidores, também uma corrida contra o tempo. Seja pela rotina acelerada ou pela indecisão na escolha do presente, cresce o número de pessoas que deixam a compra para a última hora, movimentando lojas físicas e impulsionando decisões rápidas, muitas vezes feitas diretamente no ponto de venda.
Neste ano, cerca de 130 milhões de consumidores devem ir às compras, segundo levantamento da CNDL e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas. A expectativa é que 78% dos brasileiros adquiram ao menos um presente, gerando um volume de R$ 37,91 bilhões em comércio e serviços, consolidando a data como a segunda mais importante do varejo nacional.
O gasto médio deve ser de R$ 290. Para o presidente da CDL Vitória, Rogério Alcantara, o cenário é positivo para o setor: “Mesmo com os desafios no orçamento das famílias, o Dia das Mães mantém sua força no calendário do varejo. É uma data que mobiliza emocionalmente o consumidor e impulsiona as vendas em diversos segmentos”.
Mesmo com a antecedência na pesquisa de preços, já que 77% afirmam que pesquisam antes de comprar, sendo a maioria pela internet, a decisão final ainda acontece, em grande parte, no ambiente físico. Cerca de 80% pretendem comprar em lojas físicas, com destaque para shopping centers e lojas de rua, o que reforça o papel estratégico do comércio local para atender o consumidor que decide perto da data.
A escolha do presente, ainda que feita às pressas, carrega significado: 43% dos consumidores compram motivados pela gratidão, enquanto outros enxergam o gesto como uma tradição afetiva. Segundo Rogério Alcantara, “o consumidor chega mais informado à loja, mas muitas vezes deixa a decisão final para os últimos dias. Por isso, o varejo precisa estar preparado para oferecer agilidade, boas opções e um atendimento que facilite essa escolha”.
Entre os itens mais procurados, o ranking segue tradicional: moda (53%), com roupas, calçados e acessórios; beleza, com perfumes e cosméticos; chocolates e flores; e experiências, como almoços, spas e passeios. Para quem deixou para a última hora, esses itens têm uma vantagem: são fáceis de encontrar, têm ampla variedade no varejo local e atendem diferentes perfis de mães.
Para facilitar a escolha rápida, sem abrir mão do carinho, algumas opções funcionam bem:
– Kits personalizados: montar uma cesta com chocolates, itens de autocuidado e um cartão pode ser mais especial do que um presente único.
– Perfumes e cosméticos clássicos: são escolhas seguras e com grande disponibilidade nas lojas.
– Roupas e acessórios versáteis: apostar em peças básicas ou atemporais reduz o risco de erro.
– Experiências imediatas: um almoço especial ou voucher de serviços pode resolver a compra em poucos minutos.
– Flores com complemento: um buquê acompanhado de um mimo simples agrega valor emocional.
O presidente da CNDL, José César da Costa, reforça a importância do equilíbrio: “É fundamental que o consumidor celebre a data, mas sempre respeitando o planejamento doméstico para evitar um endividamento que comprometa os meses seguintes”.
Mesmo diante de contas apertadas, o apelo emocional fala mais alto. A pesquisa mostra que 87% dos consumidores darão um jeito de comprar o presente, ainda que isso envolva cortes em outras despesas, parcelamentos ou divisão de custos com familiares.
Para o varejo, especialmente o de rua e os shopping centers, o comportamento de última hora representa uma oportunidade importante. Com consumidores mais decididos, porém com pouco tempo, fatores como atendimento ágil, variedade e boas condições de pagamento fazem toda a diferença.
Como destaca Rogério Alcantara: “O momento da compra, principalmente na última hora, exige eficiência. Quem conseguir unir preço competitivo, bom atendimento e praticidade tende a se destacar e conquistar esse consumidor”.
A jornada de compra pode até começar no digital, mas é na loja física que ela frequentemente se concretiza, especialmente quando o relógio já está contra o consumidor.
No fim das contas, seja planejado ou de última hora, o que move o Dia das Mães é o mesmo de sempre: o desejo de demonstrar carinho. E, nesse cenário, o comércio segue como ponte entre a intenção e o gesto.