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Vendas, emprego, investimentos e confiança empresarial sustentam cenário favorável para o Espírito Santo

O comércio capixaba chega ao segundo semestre de 2026 em um dos momentos mais favoráveis dos últimos anos. Impulsionado pelo crescimento das vendas, pela confiança dos empresários, pelo baixo desemprego e pelo aumento dos investimentos, o setor segue desempenhando papel central na economia do Espírito Santo.
Os indicadores mais recentes apontam um ambiente de negócios aquecido, com reflexos positivos na geração de empregos, na arrecadação pública e na atração de novos empreendimentos.
Dados do Connect Fecomércio-ES mostram que o varejo estadual continua crescendo acima da média nacional. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) registrou alta de 3%, enquanto o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) avançou 0,3%, sinalizando a manutenção do otimismo entre os empreendedores.
Do lado dos consumidores, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) cresceu 0,7%, demonstrando que as famílias seguem dispostas a consumir, mesmo diante de um cenário de juros elevados.
Um dos principais motores desse desempenho continua sendo o mercado de trabalho. O levantamento mais recente da PNAD Contínua aponta que o Espírito Santo mantém uma das menores taxas de desemprego do país, com 3,2%, a terceira menor do Brasil e a menor da Região Sudeste. O Estado também registrou a abertura de 3.611 postos formais de trabalho, reforçando o dinamismo da atividade econômica.
O relatório destaca ainda que, apesar da leve alta sazonal do desemprego observada no início do ano, o mercado de trabalho capixaba permanece aquecido, com forte capacidade de geração e absorção de mão de obra. Comércio e serviços concentram cerca de 68,2% dos trabalhadores ocupados no Estado, enquanto logística, transporte e empreendedorismo seguem entre os segmentos que mais contribuem para a movimentação da economia capixaba.
Por outro lado, o estudo acende um alerta para a informalidade, que atingiu 38,6% dos trabalhadores ocupados. O desafio, segundo especialistas, é transformar a geração de ocupações em empregos cada vez mais formais, produtivos e sustentáveis.
O avanço do comércio também aparece no faturamento do setor. Dados apresentados por entidades empresariais mostram que o varejo capixaba saltou de R$ 30,5 bilhões em 2024 para R$ 44 bilhões em 2025, crescimento de aproximadamente 44%.
O resultado reflete o fortalecimento do ambiente de negócios, o avanço da digitalização, o aumento da competitividade das empresas locais e a ampliação dos canais de venda. O desempenho coloca o Espírito Santo entre os estados com maior dinamismo econômico do país e reforça a relevância do comércio para a geração de renda e empregos.
Outro indicador que ajuda a explicar o bom momento da economia capixaba é o avanço na atração de investimentos. Criada em 2025, a agência Nova ES já identificou cerca de R$ 30 bilhões em oportunidades de investimentos para o Estado. Desse total, R$ 6,1 bilhões já estão confirmados, envolvendo 12 empresas de setores estratégicos como automotivo, energia, siderurgia, alimentos e bebidas, farmacêutico, químico, logística e distribuição.
A expectativa é que esses investimentos contribuam para ampliar a atividade econômica, fortalecer cadeias produtivas e gerar novos empregos nos próximos anos. A parceria firmada entre a Nova ES e a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) busca justamente acelerar esse processo e atrair novas empresas para o território capixaba.
Os bons resultados econômicos também aparecem nas contas públicas. O Espírito Santo registrou o melhor desempenho de Receita Corrente Líquida (RCL) entre todos os estados brasileiros no primeiro quadrimestre de 2026. A arrecadação alcançou R$ 10,42 bilhões, crescimento real de 16,9% em relação ao mesmo período do ano passado, muito acima da média nacional de 2,5%.
O avanço foi impulsionado principalmente pela arrecadação de ICMS, principal tributo estadual, refletindo o aumento da atividade econômica e do consumo. Paralelamente, levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TC-ES) aponta melhora na saúde fiscal dos municípios capixabas, com aumento do número de cidades classificadas na faixa de menor risco financeiro.
O reconhecimento também aparece em rankings nacionais. Segundo o Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), o Espírito Santo ocupa atualmente a primeira posição do país em gestão pública e foi o estado que mais avançou na dimensão Economia entre 2023 e 2025. O levantamento destaca a consistência da gestão fiscal, o ambiente favorável aos negócios e a capacidade de investimento público em áreas estratégicas.
Embora o cenário seja amplamente positivo, alguns fatores seguem no radar dos empresários. O índice de endividamento e inadimplência das famílias capixabas está em 31,9%, percentual que impacta diretamente o consumo e exige atenção do setor.
Ainda assim, os indicadores mostram que o comércio capixaba chega à segunda metade de 2026 sustentado por pilares sólidos: crescimento das vendas, confiança empresarial, investimentos, geração de empregos e estabilidade fiscal. O desafio agora será transformar esse ambiente favorável em aumento efetivo do consumo, ampliando os ganhos para empresas, trabalhadores e para toda a economia do Espírito Santo.
Comércio e consumo (dados mais recentes do Connect Fecomércio-ES – 2026)