Como o Espírito Santo chega a novembro de 2026?

Estado entra na reta final do ano com indicadores positivos, mas enfrenta desafios. No Brasil, endividamento das famílias preocupa.

O Espírito Santo chega a novembro de 2026 com uma economia que cresce acima da média brasileira, impulsionada principalmente pela indústria, pelo comércio exterior e pelo mercado de trabalho. Os indicadores mais recentes mostram avanços importantes na produção de riquezas, nas exportações e na geração de empregos. Entretanto, também revelam sinais de desaceleração em determinados setores, aumento dos preços e consumidores mais atentos aos gastos.

O cenário é de contrastes. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) capixaba cresceu 4,8% no primeiro semestre, mais que o dobro da média nacional, a indústria acumula expansão de 17,7% até agosto, o melhor desempenho do país. Por outro lado, o comércio e os serviços registraram quedas no último levantamento mensal, e a Grande Vitória apresentou a maior inflação entre as regiões pesquisadas pelo IBGE em setembro.

Às vésperas da Black Friday e das compras de Natal, os números ajudam a entender como o Estado chega aos dois últimos meses do ano e quais são as perspectivas para empresários, trabalhadores e consumidores.

Economia capixaba cresce mais que o dobro da média nacional

Um dos principais destaques de 2026 é o crescimento da economia estadual. Segundo o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), o PIB do Espírito Santo avançou 4,8% no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2025. No Brasil, o crescimento foi de 1,9%.

Somente no segundo trimestre, a economia capixaba movimentou R$ 72,1 bilhões, o maior valor nominal já registrado em um trimestre no Estado. Considerando os 12 meses encerrados em junho, o PIB alcançou R$ 259,2 bilhões.

O resultado mostra que o Espírito Santo mantém um ritmo de expansão superior ao nacional. Boa parte desse desempenho está relacionada à atividade industrial, especialmente à produção de petróleo, gás natural e minério de ferro.

Indústria lidera crescimento no Brasil

A indústria é um dos grandes motores da economia capixaba em 2026. Entre janeiro e agosto, a produção industrial do Espírito Santo cresceu 17,7%, o maior avanço entre os estados pesquisados pelo IBGE.

No acumulado de 12 meses até agosto, o desempenho capixaba foi ainda mais expressivo: alta de 19,4%, enquanto o país avançou apenas 0,6%.

Desemprego baixo, mas contratações oscilam

O mercado de trabalho também apresenta indicadores positivos. No segundo trimestre de 2026, a taxa de desemprego no Espírito Santo chegou a 2,3%, a menor da série histórica iniciada em 2012 e a terceira menor do Brasil.

O dado revela um mercado de trabalho aquecido, mas há desafios relacionados à qualidade das ocupações: aproximadamente 40% dos trabalhadores capixabas estavam na informalidade.

Em relação aos empregos com carteira assinada, o Estado criou 21.403 vagas entre janeiro e agosto, resultado 10,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Apesar do saldo positivo no ano, agosto terminou com o fechamento de 287 postos formais, principalmente em razão dos desligamentos na agropecuária após o encerramento da safra de café. Em contrapartida, o comércio abriu 612 vagas no mês.

O resultado mostra que o emprego continua sendo um dos pontos fortes da economia estadual, embora alguns setores apresentem oscilações sazonais.

Comércio e serviços mostram sinais de desaceleração

Se a indústria cresce em ritmo acelerado, comércio e serviços apresentam um cenário mais moderado.

Segundo o IBGE, o volume de vendas do comércio varejista capixaba caiu 3,8% em agosto, na comparação com julho, já descontados os efeitos sazonais. Apesar da retração mensal, o setor ainda acumulava crescimento de 2,2% nos 12 meses encerrados em agosto.

Nos serviços, a queda mensal foi de 4,5%, enquanto o resultado ficou 1% abaixo de agosto de 2025. No acumulado de 12 meses, o setor manteve crescimento de 1,6%, inferior aos 2,2% registrados nacionalmente.

Esses indicadores não significam, necessariamente, uma retração generalizada da economia, mas revelam que o crescimento não ocorre de maneira uniforme. Para o comércio, especialmente, o comportamento do consumidor nos próximos meses será decisivo, diante das expectativas de vendas da Black Friday e do Natal.

Grande Vitória registra a maior inflação do país em setembro

Outro ponto de atenção é o aumento dos preços. Em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Grande Vitória registrou alta de 1,08%, a maior entre as localidades pesquisadas pelo IBGE. A média brasileira foi de 0,82%.

No acumulado de 12 meses, a inflação na região metropolitana chegou a 4,91%, também acima da média nacional, de 4,58%.

Entre os grupos que mais pressionaram os preços em setembro estiveram habitação, com alta de 4,18%, e alimentação e bebidas, com avanço de 1,54%.

Na prática, o aumento dos preços pesa sobre o orçamento das famílias e pode limitar o poder de compra, especialmente em um período de juros elevados.

Comércio exterior bate recorde de movimentação

No setor externo, o Espírito Santo apresenta outro resultado expressivo. Entre janeiro e setembro de 2026, o comércio exterior capixaba movimentou US$ 19,61 bilhões, o maior valor nominal para os nove primeiros meses de um ano desde o início da série histórica, em 1997. O resultado representa crescimento de 11,3% em relação ao mesmo período de 2025.

As exportações somaram US$ 7,8 bilhões, alta de 3,2%, enquanto as importações alcançaram US$ 11,8 bilhões, crescimento de 17,3%.

Os números reforçam a importância das atividades portuárias, logísticas e industriais para a economia estadual. Ao mesmo tempo, mostram que as importações avançaram em ritmo superior ao das exportações.

Turismo avança e fluxo aéreo atinge recorde

O turismo também contribui para o desempenho econômico capixaba. No segundo trimestre de 2026, o volume de atividades turísticas cresceu 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando os resultados do Sudeste e do Brasil.

Outro indicador positivo é o movimento aéreo. Entre janeiro e setembro, o Espírito Santo recebeu 1,35 milhão de passageiros em voos com destino ao Estado, crescimento de 7,8% e o maior volume para os nove primeiros meses do ano desde 2000.

Apesar do recorde acumulado, setembro registrou queda de 3,1% no número de passageiros em relação ao mesmo mês de 2025, indicando perda de ritmo no crescimento recente.

O turismo representa uma atividade importante para a movimentação de hotéis, restaurantes, transportes, eventos e diversos serviços, especialmente com a aproximação da temporada de verão.

Confiança melhora e novembro traz expectativa para o varejo

Mesmo diante dos desafios, alguns indicadores apontam perspectivas favoráveis para os últimos meses do ano. O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Espírito Santo, medido pelo Observatório Findes, passou de 49 pontos em setembro para 50,4 em outubro. Com isso, voltou à faixa que indica confiança. No Brasil, o indicador permaneceu abaixo desse patamar, em 46,2 pontos.

Entre as famílias, o cenário também apresenta sinais positivos. O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 110 pontos no Espírito Santo em setembro, crescimento de 5,2% em relação ao mesmo mês de 2025 e acima da média brasileira, de 104 pontos. Esse comportamento ganha relevância com a chegada de novembro, mês da Black Friday, e a proximidade das compras de Natal.

De acordo com projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), o varejo capixaba deve movimentar aproximadamente R$ 8,1 bilhões ao longo de novembro, incluindo as vendas da Black Friday e as demais operações do mês. Para o quarto trimestre de 2026, a expectativa é de um faturamento de R$ 24,62 bilhões, crescimento de 3,79% em relação aos três meses anteriores.

A previsão para novembro, entretanto, é de estabilidade em relação ao mesmo mês do ano passado, o que indica uma perspectiva de recuperação moderada, e não de crescimento acelerado.

Além disso, a inflação acumulada em determinados produtos exige atenção às promoções. Na Grande Vitória, os preços dos computadores pessoais subiram 21,74% em 12 meses até setembro, enquanto os televisores acumularam alta de 9,06%, segundo levantamento da Fecomércio-ES com base no IBGE.

O cenário no Brasil

No cenário nacional, a economia também chega a novembro de 2026 marcada por contrastes. O país mantém indicadores positivos no mercado de trabalho, crescimento das exportações e aumento da arrecadação, mas enfrenta dificuldades relacionadas à inflação, aos juros elevados, ao endividamento das famílias e à desaceleração do comércio.

Em setembro, a taxa de desemprego ficou em 5,2% no trimestre encerrado no mês, uma das menores da série histórica do IBGE, enquanto a população ocupada alcançou 103,6 milhões de pessoas.

A inflação oficial, medida pelo IPCA, foi de 0,82% em setembro, acumulando 4,58% em 12 meses e ultrapassando o teto de tolerância da meta, de 4,5%. Já a taxa básica de juros, a Selic, foi reduzida para 13,75% ao ano, permanecendo em patamar elevado.

No comércio exterior, o Brasil exportou US$ 34,42 bilhões em setembro, crescimento de 12,9% em relação ao mesmo mês de 2025. As importações somaram US$ 26,68 bilhões, resultando em superávit comercial de US$ 7,74 bilhões. A arrecadação federal também avançou, alcançando R$ 239,38 bilhões no mês, alta real de 5,62% na comparação anual.

Entretanto, um dos principais sinais de alerta está no endividamento dos consumidores. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil, o país chegou a setembro com aproximadamente 75 milhões de consumidores negativados, o equivalente a 44,67% da população adulta. O número de inadimplentes cresceu cerca de 7% em relação ao mesmo período do ano passado.

O problema se agrava quando analisada a reincidência. Em setembro, 87,44% das negativações foram de consumidores que já haviam aparecido nos cadastros de inadimplentes nos 12 meses anteriores, o maior percentual da série histórica, segundo os dados da CNDL e do SPC Brasil.

Esse cenário também se reflete no comércio. Dados do IBGE mostram que as vendas do varejo brasileiro cresceram apenas 1,7% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O ritmo de geração de empregos formais também perdeu força: foram criadas 1,13 milhão de vagas no país nos oito primeiros meses do ano, contra 1,52 milhão no mesmo intervalo de 2025. No comércio, a desaceleração foi ainda mais expressiva, com apenas 9,3 mil vagas abertas entre janeiro e agosto de 2026, diante de 161,9 mil no ano anterior.

Os indicadores de confiança, entretanto, apresentaram uma pequena recuperação em outubro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a confiança do consumidor passou de 84,2 pontos em setembro para 84,7 pontos em outubro, enquanto a confiança dos empresários do comércio avançou de 81,3 para 83,1 pontos.

Para os últimos meses do ano, a expectativa é de maior movimentação no varejo, impulsionada pela Black Friday e pelo Natal. Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil, em parceria com a OfferWise, projeta a abertura de aproximadamente 130 mil vagas de trabalho temporárias e efetivas no comércio e nos serviços brasileiros, cerca de 12 mil a mais do que em 2025.

Assim, o Brasil chega à reta final de 2026 com uma economia que ainda apresenta capacidade de crescimento, mas enfrenta dificuldades para transformar os bons resultados do mercado de trabalho e das exportações em maior segurança financeira para as famílias.

Saiba mais: principais indicadores da economia

Economia do Espírito Santo em 2026

TemaIndicadorResultado
Produto Interno Bruto (PIB)Crescimento no primeiro semestre+4,8%
Crescimento do PIB brasileiro no mesmo período+1,9%
PIB capixaba no segundo trimestreR$ 72,1 bilhões
PIB acumulado em 12 meses até junhoR$ 259,2 bilhões
Crescimento no segundo trimestre ante o mesmo período de 2025+4,7%
Crescimento no segundo trimestre ante o trimestre anterior+1,9%
Produção industrial: janeiro a agosto de 2026Crescimento acumulado no ano+17,7%
Posição nacionalmaior crescimento entre os estados pesquisados
Crescimento acumulado em 12 meses+19,4%
Crescimento da indústria brasileira em 12 meses+0,6%
Crescimento em agosto ante agosto de 2025+8%
Variação em agosto ante julho-2,5%
Principais destaquespetróleo, gás natural e mineração
Mercado de trabalho capixaba em 2026Taxa de desemprego no segundo trimestre2,3%
Posição nacionalterceira menor taxa de desemprego do país
Participação de trabalhadores informaisaproximadamente 40%
Empregos formais criados de janeiro a agosto21.403
Crescimento das contratações líquidas acumuladas em relação ao mesmo período de 2025+10,8%
Saldo de empregos formais em agosto-287 postos
Saldo do comércio em agosto+612 vagas
Comércio varejista: agosto de 2026Variação das vendas em agosto ante julho-3,8%
Crescimento acumulado em 12 meses+2,2%
Setor de serviços: agosto de 2026Variação em agosto ante julho-4,5%
Variação ante agosto de 2025-1%
Crescimento acumulado em 12 meses+1,6%
Crescimento dos serviços no Brasil em 12 meses+2,2%
Inflação na Grande Vitória: setembro de 2026IPCA de setembro+1,08%
IPCA brasileiro no mesmo mês+0,82%
Posição nacionalmaior inflação entre as localidades pesquisadas pelo IBGE
Inflação acumulada em 12 meses+4,91%
Inflação brasileira acumulada em 12 meses+4,58%
Alta do grupo habitação em setembro+4,18%
Alta do grupo alimentação e bebidas+1,54%
Aumento dos preços de computadores pessoais em 12 meses+21,74%
Aumento dos preços de televisores em 12 meses+9,06%
Comércio exterior capixaba: janeiro a setembro de 2026Movimentação totalUS$ 19,61 bilhões
Crescimento em relação ao mesmo período de 2025+11,3%
ExportaçõesUS$ 7,8 bilhões
Crescimento das exportações+3,2%
ImportaçõesUS$ 11,8 bilhões
Crescimento das importações+17,3%
Resultadomaior movimentação nominal para os nove primeiros meses do ano desde 1997
Turismo e transporte aéreo em 2026Crescimento das atividades turísticas no segundo trimestre+3,9%
Passageiros aéreos recebidos entre janeiro e setembro1,35 milhão
Crescimento do fluxo de passageiros no acumulado do período+7,8%
Variação do fluxo em setembro ante setembro de 2025-3,1%
Resultado acumuladomaior movimentação de passageiros para o período desde 2000
Confiança empresarial e consumo: setembro e outubro de 2026Confiança do empresário industrial capixaba em setembro49 pontos
Confiança industrial capixaba em outubro50,4 pontos
Confiança industrial brasileira em outubro46,2 pontos
Intenção de Consumo das Famílias no Espírito Santo em setembro110 pontos
Crescimento anual da intenção de consumo+5,2%
Intenção de Consumo das Famílias no Brasil em setembro104 pontos
Expectativas para o varejo capixaba: fim de 2026Movimentação prevista para novembroR$ 8,1 bilhões
Faturamento projetado para o quarto trimestreR$ 24,62 bilhões
Crescimento previsto para o quarto trimestre ante o trimestre anterior+3,79%
Principais impulsionadoresBlack Friday, Natal e temporada de verão
Expectativa para novembro ante novembro de 2025estabilidade das vendas

Economia brasileira

TemaIndicadorResultado
Mercado de trabalho: setembro de 2026Taxa de desemprego no trimestre encerrado em setembro5,2%
População ocupada103,6 milhões de pessoas
Empregos formais criados de janeiro a agosto1,13 milhão
Empregos formais criados no mesmo período de 20251,52 milhão
Vagas criadas pelo comércio de janeiro a agosto9,3 mil
Vagas criadas pelo comércio no mesmo período de 2025161,9 mil
Inflação, juros e contas públicas: setembro de 2026IPCA de setembro+0,82%
Inflação acumulada em 12 meses+4,58%
Teto de tolerância da meta de inflação4,5%
Taxa Selic13,75% ao ano
Arrecadação federal em setembroR$ 239,38 bilhões
Crescimento real da arrecadação ante setembro de 2025+5,62%
Comércio exterior brasileiro: setembro de 2026ExportaçõesUS$ 34,42 bilhões
Crescimento das exportações ante setembro de 2025+12,9%
ImportaçõesUS$ 26,68 bilhões
Superávit comercialUS$ 7,74 bilhões
Comércio varejista brasileiro: janeiro a agosto de 2026Crescimento das vendas do varejo no acumulado do ano+1,7%
Crescimento do varejo ampliado no acumulado do ano+1,7%
Inadimplência no Brasil: setembro de 2026Consumidores negativadosaproximadamente 75 milhões
Participação na população adulta44,67%
Crescimento no número de inadimplentes ante setembro de 2025aproximadamente +7%
Participação de reincidentes entre as negativações de setembro87,44%
Negativações de consumidores que ainda não haviam quitado pendências anteriores67,05%
Negativações de consumidores que haviam limpado o nome, mas voltaram aos cadastros20,38%
Negativações de consumidores sem restrições nos 12 meses anteriores12,56%
Crescimento do número de devedores reincidentes em 12 meses+18,28%
Intervalo médio entre o vencimento de uma dívida e o de outra pendência entre reincidentes72,5 dias
Recuperação de crédito: setembro de 2026Crescimento do número de consumidores que saíram dos cadastros de inadimplentes no acumulado de 12 meses+3,95%
Valor médio pago por consumidor que recuperou o créditoR$ 2.481,06
Consumidores recuperados que quitaram até R$ 500 em dívidas58,88%
Confiança do consumidor e do comércio: outubro de 2026Confiança do consumidor em setembro84,2 pontos
Confiança do consumidor em outubro84,7 pontos
Confiança do comércio em setembro81,3 pontos
Confiança do comércio em outubro83,1 pontos
Situação dos indicadoresambos abaixo dos 100 pontos, faixa que indica predominância de avaliações pessimistas
Contratações de fim de ano no Brasil em 2026Vagas temporárias e efetivas previstas no comércio e nos serviçoscerca de 130 mil
Crescimento em relação a 2025+12 mil vagas
Principais impulsionadoresBlack Friday e Natal

Fontes: Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN); IBGE; Novo Caged/Ministério do Trabalho e Emprego; Banco Central; Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC); Receita Federal; Fecomércio-ES; Observatório Findes; FGV; CNDL; SPC Brasil; OfferWise e dados do setor de turismo e transporte aéreo.

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