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Mais de 30 milhões de consumidores vão usar metade do 13º salário para compras de Natal

O final do ano deve ser aquecido por uma movimentação expressiva no consumo. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), realizada em parceria com a Offerwise, revela que 33,8 milhões de consumidores pretendem usar metade do 13º salário para compras de presentes, comemorações e itens pessoais desejados.
O estudo mostra que essa fatia será distribuída entre presentes (30%), festas e celebrações (21%) e compras pessoais adiadas (20%), reforçando o papel do benefício como principal propulsor dos gastos de fim de ano. Entre os trabalhadores que recebem o 13º (54% dos entrevistados), 86% afirmam que ele influencia, totalmente ou em parte, nos seus hábitos de consumo nessa época.
Apesar do cenário mais otimista, a pesquisa também aponta sinais de alerta. O percentual de consumidores que pretendem usar o 13º para quitar dívidas em atraso caiu 7 pontos percentuais em comparação a 2023, somando agora 9,7 milhões de pessoas. Para os especialistas, isso reforça a urgência de mais educação e planejamento financeiro.
O presidente da CNDL, José César da Costa, destaca que o equilíbrio é essencial: “É fundamental que os consumidores encontrem um equilíbrio entre o desejo de consumo (presentes e comemorações) e a manutenção de uma saúde financeira de longo prazo. O país passa pelo maior número de consumidores endividados da história, o que reforça a necessidade de se ter como prioridade o orçamento e o pagamento das contas das famílias.”
A pesquisa também revela um movimento importante de quem busca aumentar o poder de compra nesta época: 56% dos entrevistados pretendem fazer bicos, o que representa 69,1 milhões de consumidores em busca de renda extra para reforçar o orçamento natalino.
Para o comércio capixaba, o movimento é animador. O presidente da CDL Vitória, Rogério Alcântara, reforça o impacto positivo desse comportamento: “O consumidor está mais confiante e isso se reflete diretamente nas vendas de dezembro. Para o lojista, é a oportunidade de fortalecer o relacionamento com o cliente, oferecer boas experiências e fechar o ano com resultados consistentes.”
No entanto, Rogério alerta que este também é o momento de o trabalhador se organizar para os gastos extras de início de ano. “O começo do ano é sempre o período de pagamento de impostos e de taxas, como matrícula e material escolar. É crucial que uma reserva seja organizada com o 13º para não ser pego de surpresa e já iniciar o novo ano endividado”.