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Confira os principais debates do evento sobre tecnologia, comportamento do consumidor e os novos desafios do comércio

Inteligência artificial cada vez mais presente nas decisões dos negócios, consumidores transitando sem barreiras entre o físico e o digital e uma nova valorização da experiência dentro das lojas. Esses foram alguns dos principais caminhos apontados pelo OmniVarejo 2026, que reuniu mais de 2 mil empresários, executivos, especialistas e lideranças do movimento lojista em João Pessoa, na Paraíba.
Realizado entre os dias 27 e 29 de agosto, o encontro marcou a 58ª Convenção Nacional do Comércio Lojista e teve como conceito “Onde o futuro do varejo nasce primeiro”. Ao longo de três dias, a programação foi dividida em quatro grandes eixos (Experiência que encanta, Tecnologia que conecta, Autenticidade que conquista e Futuro que inspira) para discutir transformações que já interferem na forma de vender, atender, gerir empresas e construir relacionamento com os consumidores.
A CDL Vitória esteve presente no encontro com uma delegação capixaba que reuniu também integrantes da CDL Jovem Vitória. O grupo acompanhou palestras e painéis, além de participar de uma intensa agenda de relacionamento e troca de experiências com empresários e representantes de CDLs de diferentes partes do Brasil.
Para Rogério Alcantara, presidente da CDL Vitória, a participação em encontros nacionais como o OmniVarejo é importante para que o movimento lojista acompanhe as transformações do setor e consiga aproximar essas discussões da realidade dos empresários capixabas.
“Vivemos um momento de mudanças muito rápidas no varejo, impulsionadas pela tecnologia, pelo novo comportamento do consumidor e pela integração cada vez maior entre os canais de venda e relacionamento. Estar presente em um encontro como esse nos permite olhar para essas transformações de forma mais estratégica, trocar experiências com outras lideranças e trazer referências que possam contribuir para o fortalecimento e a competitividade do comércio capixaba”, afirma Rogério.
Entre os assuntos que mais apareceram nas discussões esteve a inteligência artificial. Mais do que conhecer novas ferramentas, os debates chamaram atenção para a necessidade de aplicar a tecnologia de maneira estratégica, buscando resolver problemas reais das empresas, melhorar processos, organizar dados e tornar as decisões mais eficientes.
Com consumidores circulando entre redes sociais, WhatsApp, sites, marketplaces e lojas físicas, a omnicanalidade deixou de representar apenas a presença em diferentes canais e passou a exigir que eles funcionem de maneira integrada.
Para Adriano Ohnesorge, ex-presidente e atual diretor da CDL Vitória, acompanhar essas discussões também permite identificar movimentos que deverão chegar cada vez mais à rotina das empresas capixabas.
“A convenção foi uma experiência muito positiva e uma excelente oportunidade para fazer novas conexões com outras CDLs, conhecer diferentes formas de atuação e entender para onde o mercado está caminhando. Um dos temas que mais ganhou espaço foi a inteligência artificial, com discussões sobre novas ferramentas, possibilidades de aplicação e seus impactos no varejo”, destaca.
Segundo ele, outro movimento importante observado durante o evento foi justamente a combinação entre tecnologia e experiência presencial.
“Foi muito debatida a retomada da valorização da experiência do cliente na loja física e, principalmente, a omnicanalidade. Hoje existem inúmeras possibilidades de conexão com o consumidor, por diferentes canais de venda e relacionamento, e o varejo precisa saber utilizá-las de maneira integrada”, acrescenta.
Se a tecnologia ocupou parte significativa da programação, o OmniVarejo também reforçou que inovação, sozinha, não garante conexão com o consumidor. Atendimento, cultura empresarial, autenticidade e capacidade de criar experiências relevantes voltaram ao centro das estratégias para gerar recorrência e fidelização.
Para Daiani Lavino, presidente da CDL Jovem Vitória, participar de um encontro dessa dimensão permite aproximar os empresários capixabas das principais discussões que estão moldando o setor.
“Participar da convenção foi uma grande oportunidade de estar ao lado de grandes nomes do varejo nacional e internacional e também uma forma de reforçar o compromisso com os nossos membros, levando para perto deles discussões atuais sobre o futuro do setor. As palestras abordaram novas tecnologias, mudanças no comportamento do consumidor, experiência de compra e as adaptações necessárias diante das transformações do mercado”, afirma.
Para Adriano, encontros nacionais ajudam a aproximar empresários, permitem conhecer soluções adotadas em diferentes mercados e podem até abrir caminho para novos negócios.
“Foi uma delegação grande, com muita interação, troca de experiências e novas conexões. Esses encontros geram oportunidades de negócios, permitem conhecer melhor a atuação de outros empresários e, principalmente, fortalecem o associativismo. Esse convívio e essa troca são essenciais para o movimento lojista”, ressalta.
O ex-presidente da CDL Vitória também chama atenção para um assunto que, em sua avaliação, poderia ter recebido maior espaço na programação: a reforma tributária. “É um tema que ainda gera muitas dúvidas em relação à implementação, mas que já faz parte da realidade das empresas e certamente terá reflexos importantes para o setor”, pontua.
Ao final dos três dias, a principal mensagem deixada pelo OmniVarejo 2026 foi a de que acompanhar a transformação do comércio não significa simplesmente aderir a todas as novidades. O desafio está em entender o novo comportamento do consumidor, escolher as tecnologias capazes de gerar resultados concretos e, ao mesmo tempo, preservar aquilo que continua essencial no varejo: relacionamento, confiança e uma boa experiência de compra.