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A importância do associativismo para fortalecer o comércio local

O comércio é mais forte quando há união. Leia o artigo do presidente da CDL Vitória, Rogério Alcântara, sobre o papel transformador do associativismo

Em tempos de grandes transformações no mercado, com o avanço do e-commerce e a concorrência cada vez mais acirrada, os pequenos e médios lojistas enfrentam desafios constantes para manterem seus negócios competitivos e sustentáveis. Neste contexto, o associativismo surge como uma alternativa estratégica para fortalecer o varejo, promover o desenvolvimento econômico local e ampliar a representatividade do setor.

Neste artigo, o presidente da CDL Vitória, Rogério Alcântara, reflete sobre a importância da união entre empresários e o papel fundamental das entidades representativas na defesa dos interesses do comércio. Ele destaca como o trabalho conjunto pode gerar benefícios reais, desde acesso a serviços e capacitações até a construção de um ambiente de negócios mais justo e colaborativo.

Boa leitura!

“O comércio local é um dos pilares do desenvolvimento econômico de qualquer cidade. Pequenos e médios lojistas geram empregos, movimentam a economia e criam conexões diretas com os consumidores. No entanto, em um cenário cada vez mais competitivo e repleto de desafios, como a concorrência com grandes redes e o crescimento do comércio digital, a união entre empresários se torna essencial. É nesse contexto que o associativismo se destaca como um dos principais caminhos para fortalecer o varejo.

No Brasil, o associativismo empresarial tem mostrado um crescimento significativo nos últimos anos. De acordo com um levantamento do Observatório Brasileiro de Redes e Centrais de Negócios, existem atualmente 501 redes e centrais de negócios que reúnem mais de 25 mil empresas em atividade no país.

Essas redes estão distribuídas em diversos setores, com destaque para o varejo de alimentos (133 redes), farmácias e drogarias (106) e materiais de construção (88). Além disso, o cooperativismo brasileiro alcançou a marca de 20,5 milhões de cooperados em 2022, representando 10% da população nacional, conforme dados do Sistema OCB. Esses números evidenciam a força e a relevância do associativismo como estratégia para o fortalecimento do comércio local e a promoção do desenvolvimento econômico sustentável.

Afinal, quando lojistas se unem em uma entidade representativa, eles ganham mais força para enfrentar desafios comuns. Negociações com fornecedores, acesso a capacitações e representatividade junto ao poder público são apenas alguns dos benefícios desse modelo de cooperação. Em vez de competir isoladamente, os comerciantes podem atuar de maneira colaborativa, compartilhando experiências e buscando soluções conjuntas para os problemas do setor.

O associativismo também permite que os lojistas tenham acesso a serviços que, individualmente, poderiam ser inacessíveis ou onerosos. Soluções como consultorias especializadas, treinamentos em gestão e marketing, além de benefícios como condições especiais em taxas de serviços financeiros, são exemplos de como a união pode trazer vantagens práticas para os negócios. Além disso, campanhas coletivas, como datas promocionais, ajudam a atrair consumidores e aumentar as vendas do comércio local.

Outra grande vantagem da participação ativa em uma entidade representativa é o fortalecimento da voz do setor perante órgãos públicos e outras instituições. A instituição pode atuar diretamente na defesa dos interesses dos lojistas, participando de discussões sobre políticas que impactam o comércio, como regulamentações tributárias, segurança pública e incentivos econômicos. Esse trabalho contribui para um ambiente de negócios mais favorável e sustentável para todos.

Além dos aspectos econômicos e institucionais, o associativismo promove o senso de comunidade entre os empresários. Ao trocar experiências e compartilhar desafios, os lojistas criam uma rede de apoio que vai além do âmbito profissional, resultando em um ambiente mais colaborativo e inovador. Esse espírito de cooperação fortalece os negócios individuais e todo o ecossistema comercial da cidade.

Diante desse cenário, fica claro que o associativismo não é apenas uma estratégia, mas uma necessidade para os lojistas que desejam crescer e se manter competitivos. Quanto maior a participação dos lojistas, mais forte se torna o setor, gerando benefícios para empresários, consumidores e para a economia da cidade como um todo”.

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