Será que tanto consumo lhe trará felicidade? Como driblar isso e entrar no azul em 2020?

Depois da Black Friday, data que vem se consolidando no varejo brasileiro, os anseios do comércio são para as compras de Natal. Quase 120 milhões de pessoas estão se preparando para ir às compras de fim de ano, segundo levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

De acordo com a pesquisa, a perspectiva é que mais de R$ 60 bilhões sejam injetados no comércio – estima-se que cada pessoa gastará, em média, R$ 125.

Se você faz parte dessa estatística e está se preparando para consumir neste fim de ano, confira nossas dicas para que seu orçamento fique confortável para a entrada de 2020:

Análise 1: será que você pode gastar?

O primeiro passo é conhecer o seu status financeiro. Ele te permite gastar com as compras de fim de ano ou com elas você tende a se complicar ainda mais?

Se você tem dívidas, o ideal é quitá-las para conseguir respirar com mais tranquilidade no ano que vem. “É preciso lembrar que o início do próximo ano trará uma nova leva de gastos (IPTU, IPVA, matrícula escolar, material etc). É importante organizar as contas para lidar com esse período”, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

O desejo de consumo é grande e as tentações das propagandas não perdoam ninguém, mas se você colocar na balança o que realmente importa em seu dia a dia, vai perceber que todos aqueles presentes de Natal podem esperar um pouco mais. De repente, podem se tornar uma lembrança mais simples, um cartão feito por você, um livro ou ainda um presente mais sustentável e minimalista.

Análise 2: quanto você pode gastar?

O importante é definir qual é a porção do seu orçamento que poderá ser destinada às compras de fim de ano. Lembre-se que, além dos presentes, há os comes e bebes da ceia – inclua os dois gastos no orçamento.

A melhor opção, nessa etapa, é só contar com o que realmente você já tem em mãos, sem utilizar o cartão de crédito nem parcelar compras. Ou seja: prefira sempre os pagamentos à vista.

José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil, sugere que o consumidor saia de casa com -dinheiro contado. “Se não há controle sobre o uso do cartão de débito ou de crédito, não resta outra opção que não seja levar o dinheiro contado, mas sempre com uma atenção a mais para a segurança”, diz.

Análise 3: você realmente precisa disso?

O que é consumo consciente para você? Já ouviu falar em minimalismo? Um estudo do SPC Brasil e da CNDL constatou que 4 a cada 10 pessoas considera que consumo consciente significa evitar compras desnecessárias. Mas o conceito, na realidade, vai além disso: ele propõe adquirir produtos eticamente corretos, ou seja, cuja elaboração não envolva a exploração de animais ou seres humanos e não provoque danos ao meio ambiente. A corrente do minimalismo se encaixa nesse pensamento: trata-se de um estilo de vida que elimina os excessos e mantém apenas o que é essencial. Em outras palavras, é o desejo de viver com menos.

Com isso em mente, fica a reflexão para tantas compras de Natal: elas lhe trarão uma felicidade momentânea ou permanente? E para as crianças? Ganhar tantos presentes ensina o que?

Para assumir o controle da situação, tente não se deixar influenciar pelos anúncios e não fazer da ida ao shopping um passeio, porque as chances de você comprar o que não precisa e gastar o que não deve são bastante grandes. “Se passar pela vitrine e ver alguma coisa que goste, se informe sobre preços e condições de pagamento e vá dar uma volta para refletir melhor. Se a compra for impulsiva, provavelmente sua vontade de comprar vai passar nesse meio tempo”, aconselha Marcela.

Você fica sem graça em chegar de mãos vazias no Natal da família? Então, proponha antes um amigo secreto. Assim, você só precisa comprar um presente e todos saem de mãos cheias.

Embora sejam datas carregadas de valores simbólicos, para algumas pessoas, as festas de fim de ano são apenas ocasiões para estimular o consumo. Nesse caso, não há certo nem errado, mas quando o assunto é vida financeira, talvez seja o caso de você parar e refletir o que mais importa nessa data. São os presentes? Planeje-se, pesquise, pechinche e compre sem culpa. São as pessoas? Visite, cozinhe, faça refeições e aproveite cada momento. São as experiências? Viaje, conheça, explore e cresça em seu interior. É você mesmo? Aprenda a se curtir e, se o dinheiro for um instrumento que te ajuda nessa missão, aprenda mais ainda a lidar com ele de uma forma saudável.

Análise 4: e se você ganhar em vez de gastar?

Se você não é comerciante, talvez nunca tenha enxergado o fim de ano como uma oportunidade de ganhar dinheiro em vez de gastar. Mas essa possibilidade existe – você só vai precisar de um pouco de criatividade e de boas iniciativas.

Por exemplo: se a sua família já se deu conta de que fica muito pesado uma pessoa só arcar com todas as despesas de uma ceia ou almoço de Natal, a ideia de que cada convidado contribua com um prato ou sobremesa já deve ter sido sondada. Mas nem todo mundo tem habilidades de cozinha e alguns vão acabar comprando refeições prontas para levar.

E se eles comprarem os pratos de você? Se você gosta e sabe cozinhar ofereça essa possibilidade para parentes, amigos e colegas de trabalho. É uma via de mão dupla: enquanto você os ajuda, ganha um dinheirinho para complementar a sua renda e ajudar com os gastos dessa época.

Outra ideia nessa linha é aproveitar as viagens dos amigos e parentes para fazer pet sitter, ou seja, ir alimentar os pets deles enquanto estiverem ausentes. Isso inclui: trocar água, comida, limpar a sujeira que eles fizerem e sair para passear com eles. Em uma hora de visita, você pode ganhar até R$ 50!

Fonte: Meu Bolso Feliz.

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