Manter as finanças do casal em dia – e conversar sobre elas – é importante para a saúde do relacionamento. Durante a vida a dois, vários desafios financeiros são vivenciados e, se não houver uma comunicação clara, podem colocar o relacionamento à prova. Para encontrar o equilíbrio e conseguir conversar sobre o assunto sem tabu, é essencial falar sobre o tema no dia a dia, com liberdade e transparência.

Uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojista (CNDL) concluiu que 4 a cada 10 casais brigam por dinheiro. Os principais motivos dos desentendimentos são: a discórdia sobre o direcionamento dos gastos domésticos, o fato do casal não possuir reserva para possíveis imprevistos e a falta de objetivos de médio e longo prazo.

Além destes, outros pontos mais específicos são tão graves como os citados, e precisam ser levados em consideração. É comum, por exemplo, que as mulheres não saibam quanto o companheiro recebe ou que não compartilhem o quanto ganham com o cônjuge.

“Muitas vezes, o dinheiro é motivo de discussões entre os casais e, por isso, acaba sendo deixado de lado. Ao assumir uma vida conjunta, é importante pensar que fica muito mais fácil se os objetivos forem em comum também, ou seja, ambos devem estar na mesma página”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Geralmente, o assunto dinheiro surge em momentos de tensão ou de críticas pela forma de uso, fazendo com que nada de construtivo seja decidido. Uma forma de desmitificar o assunto é tornar a vida financeira um tema do cotidiano. Com o tema no dia a dia e envolvendo toda a família, as coisas tendem a ser mais fáceis.

Quer saber onde você pode estar errando quando o assunto é finanças do casal? Confira:

Não conversar sobre os planos futuros

Conversar sobre metas e objetivos pode fazer toda a diferença. Entender quais são as ideias e planos para o futuro de cada um é muito importante. Se um pretende criar raízes e ter filhos logo e o outro pretende conhecer o mundo ou investir radicalmente em sua carreira profissional ou acadêmica, a possibilidade de conflitos em relação às finanças é quase certa, pois fica nítido que ambos têm sonhos e objetivos diferentes, o que implica investir o dinheiro em projetos diferentes.

É importante que o casal trace metas em conjunto e compartilhe sonhos ou objetivos similares.

 Não conversar sobre dinheiro durante o casamento

É natural que a pessoa que tem mais facilidade com assuntos financeiros administre as finanças da família no dia a dia. Porém, é essencial que o planejamento financeiro familiar seja pensado e executado por ambos.

Isso significa que o casal deve conversar sobre dinheiro diariamente, sem peso ou culpa, como se fosse qualquer outro assunto. Inclusive, incluindo as  crianças no limite do seu entendimento, para que elas se acostumem com o tema.

Também é importante que um saiba o quanto o outro ganha, qual é o total de gastos do casal e quanto conseguem guardar juntos. “É fundamental o casal tratar o dinheiro como algo natural, afinal ele impacta a vida dos dois. Quando as finanças são tratadas de forma individual, fica difícil organizá-las, além de ser muito mais fácil as discussões por este motivo aparecerem”, diz Marcela.

Além do planejamento para o dia a dia, é necessário manter um plano B e C, para imprevistos.

Proteja seu casamento de brigas por dinheiro

Não ter lealdade financeira

Você e seu parceiro costumam esconder gastos ou dívidas um do outro? Caso a resposta seja sim, é hora de reverem o comportamento. É preciso ser sincero quando o assunto é dinheiro.

Compra compulsiva, dívidas que se acumulam e não são compartilhadas com o parceiro ou economia de dinheiro por uma das partes sem que a outro saiba pode causar problemas sérios. Isso não significa que você não terá um valor mensal para gastar com o que quiser ou que o parceiro deve aprovar todos os seus gastos.

“Cada um pode ter uma parte do orçamento para a compra de coisas supérfluas e para gastar como quiser, o que evita mentiras. Fazendo isso, mesmo que seja comprado algum item que o parceiro discorde, estará dentro do orçamento estabelecido”, sugere a economista.

Ter um padrão de vida acima do que você pode

O ideal é sempre manter o padrão de vida um pouco abaixo do que você poderia ter. Assim, sobra dinheiro para os investimentos, que moldarão o futuro da família. Por isso, é importante que o casal conheça sua real situação financeira e defina os limites de gastos mensais, juntos.

Dar muita importância ao que os outros vão pensar

A vida do casal pertence apenas ao casal no que diz respeito à educação dos filhos, às decisões tomadas e, claro, à administração do dinheiro. Por isso, apenas as duas pessoas são responsáveis pelo planejamento financeiro: você e seu parceiro. Tome cuidado com as influências externas, que podem atrapalhar e até causar brigas.

Fugindo desses erros, as finanças do casal serão planejadas de maneira mais saudável, colaborando para uma vida equilibrada e sem brigas.

Fonte: Meu Bolso Feliz.

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