Quatro em cada dez micro e pequenos empresários pretendem investir nos próximos três meses, revela indicador CNDL/SPC Brasil.

70% dos entrevistados descartam possibilidade de tomar crédito; 34% encontraram dificuldade em
contrair empréstimos e financiamentos

Em cada dez micro e pequenos empresários (MPEs) que atuam no varejo e setor de serviços, quatro (40%) pretendem investir em seus negócios nos próximos três meses. É o que aponta o Indicador de Demanda por Crédito e Investimento, calculado pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). Por outro lado, 37% não planejam fazer nenhum tipo de melhoria em sua empresa e 22% não sabem ainda se devem realizar investimentos.

Entre os que disseram que vão investir, 54% mencionaram que a finalidade será o aumento das vendas. Outros 35% buscam atender ao crescimento da demanda e 23% adaptar o negócio a uma nova tecnologia. Para isso, os recursos devem ser direcionados a compra de máquinas e equipamentos (30%), ampliação dos estoques (25%), divulgação em mídia e propaganda (21%) e reforma da empresa (19%). Quanto à origem dos investimentos, a maioria vai usar capital próprio, principalmente recursos guardados (56%), e 9% deve optar pela venda de algum bem. Enquanto 20% mencionam recorrer a empréstimos em banco ou financeiras.

Considerando os empresários que não pretendem investir, a maioria justifica dizendo que não vê necessidade (44%) ou relata a percepção de que o país ainda não saiu da crise (28%). Há ainda 26% de entrevistados que já investiram recentemente e aguardam retorno. Já 11% afirmaram não dispor de recursos ou mesmo de crédito.

Os dados também mostram que, em outubro, o Indicador de Propensão a Investir registrou 49,3 pontos — acima da marca alcançada em setembro, que foi de 45,6 pontos. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve um avanço de 7,7 pontos, quando chegou a 41,6 pontos. O índice varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo a 100, maior é demanda do empresário a investir nos próximos três meses.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a perspectiva de aceleração da atividade econômica deve criar um cenário ainda mais propício para os investimentos. “Dados do IBGE mostram que, apesar de ser um dos motores da lenta retomada, o investimento ainda se encontra em patamares baixos, representando algo em torno de 15% do PIB. Ainda existe bastante espaço para o investimento crescer, tão logo a capacidade ociosa seja eliminada. Quando isso começar a ocorrer, os juros baixos deverão contribuir”, explica Pellizzaro Junior.

70% dos MPEs descartam possibilidade de tomar crédito; 34% consideram difícil contrair empréstimos e financiamentos 

Indicador de Demanda por Crédito do Micro e Pequeno Empresário registrou 24,5 pontos em outubro, acima do observado no mesmo mês do ano anterior, quando foi registrado 21,4 pontos. Em setembro, o indicador atingiu a marca de 22,9 pontos. O número varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo a 100, maior é demanda do empresário por crédito nos próximos três meses.

Em termos percentuais, sete em cada dez (70%) descartam a possibilidade de contratar crédito. Apenas 12% dos empresários afirmaram ter intenção de tomar crédito, enquanto 18% ainda não sabem. O fato de conseguir manter os negócios com recursos próprios é o principal motivo para aqueles que dizem não ter a intenção de contratar crédito (41%). Ainda há os que dizem que a empresa não tem necessidade no momento (37%), os que consideram as taxas de juros muito altas (29%) e os que temem não conseguir pagar as prestações (10%), além da insegurança com as condições econômicas do país (9%).

Já entre os que pretendem contratar crédito, 47% irão recorrer a empréstimos, 25% a financiamentos e 12% ao cartão de crédito empresarial. As principais finalidades pata tomada do crédito serão: compra de equipamentos e maquinários (31%), capital de giro (28%), ampliação do negócio (25%), aumento do estoque (23%) e reforma para melhorias da empresa (8%). Levando em conta a minoria de empresários que tomarão recursos emprestados, a média é de R$ 29.482,14 a serem contratados.

O indicador de demanda por crédito tem permanecido em baixo patamar e dá sinais de que a recuperação ainda não atingiu um bom ritmo. “Mesmo com a expectativa de melhora das condições econômicas do país, a demanda por crédito continua longe de alcançar o nível ideal para induzir o crescimento”, avalia o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

A dificuldade de ter acesso ao crédito é uma barreira. Para 34% dos entrevistados, a contratação de empréstimos e financiamentos foi considerada difícil, ante 27% que acharam o processo fácil. Além desses, 20% afirmam não ser fácil ou difícil, enquanto 19% não souberam dizer por nunca terem contratado crédito. Entre os que consideram a tomada de crédito difícil, a maioria, 57% citou como razão o excesso de burocracia e exigências que os bancos fazem. Já 45% apontaram os juros elevados.


Metodologia

Os Indicadores de Demanda por Crédito e Demanda por Investimento calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levam em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente.

Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos.

Fonte: CNDL

Atualização na rede credenciada da Unimed Vitória.

Informamos que a partir do dia 01/12/2019 os serviços de Pronto-socorro e Maternidade do prestador Vitoria Apart Hospital deixarão de compor a rede da Unimed Vitória. Os demais serviços oferecidos continuarão com atendimento normal.

Mas fique tranquilo, você tem a disposição o complexo integrado de atenção à saúde da Unimed Vitória. Nele, além de diversos outros serviços, você conta com um atendimento humanizado e de excelência do Hospital Unimed e uma estrutura completa para o parto adequado, UTI Neonatal, pronto-socorro 24 horas para obstetrícia e ginecologia da Maternidade Unimed.

Confira abaixo a rede credenciada Unimed Vitória na Grande Vitória*:

HOSPITAL – URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

Vitória

Hospital Unimed – PS adulto e pediátrico

Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Vitória – PS adulto e ortopédico

Serra

Hospital Metropolitano – PS adulto, pediátrico e obstétrico

Vila Velha

Hospital Vila Velha – PS adulto e pediátrico

Hospital São Luiz – PS adulto e pediátrico

Hospital Evangélico – PS adulto

Hospital Praia da Costa – PS adulto, pediátrico e obstétrico

Cariacica

Hospital Meridional – PS adulto e pediátrico

Hospital São Francisco De Assis – PS adulto e pediátrico

MATERNIDADE

Vitória

Maternidade Unimed Vitória

Maternidade Santa Paula

Serra

Hospital Metropolitano

Vila Velha

Hospital Praia da Costa

Hospital Vila Velha

* O atendimento se dará conforme rede contratada pelo cliente.

Fonte: site Unimed Vitória.

Cresce para 21% o número de empresários do varejo e de serviços que planejam aderir à Black Friday; média de descontos será de 24%, apontam CNDL/SPC Brasil.

Dentre os que participaram ano passado, 63% tiveram bom desempenho das vendas; 54% dos empresários não acreditam que vendas antecipadas na Black Friday prejudicam Natal

Cada vez mais incorporada ao calendário de datas comemorativas do varejo nacional, a Black Friday deve mobilizar mais empresários neste ano, acompanhando a tendência de recuperação da economia. Dados apurados em todas as regiões do país pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que 21% dos empresários brasileiros, que atuam no comércio e no ramo de serviços, devem aderir ao dia de promoções da Black Friday 2019, que neste ano será comemorada no dia 29 de novembro. Se as estimativas se confirmarem, haverá um crescimento de adesões, uma vez que em 2018, 16% dos empresários participaram do evento.

De modo geral, os empresários que vão aderir a Black Friday estão esperançosos com a data e veem potencial na edição deste ano. A pesquisa aponta que 43% dos empresários consultados acreditam que, durante o evento, as vendas em 2019 serão melhores do que as do ano passado, enquanto 32% falam em estabilidade. Apenas 11% projetam vendas piores.

A experiência em anos anteriores explica a razão do otimismo desses empresários. Dentre os que aderiram a Black Friday em 2018, a maioria (63%) obteve bons resultados de vendas, seja por terem vendido acima das expectativas (20%) ou obtido um resultado conforme o esperado (43%). Em contrapartida, pouco mais de um terço (34%) dos empresários registrou vendas abaixo do projetado.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a Black Friday é uma data ainda recente no comércio brasileiro, mas que vem ganhando espaço conforme os anos. “Inspirada nos Estados Unidos, a data chegou ao Brasil com foco na venda on-line. Hoje, já é possível ver o varejo físico aderindo às promoções. É uma oportunidade para vender mais, comercializar estoques parados e também para o empresário avaliar tendências de compra, tornando a sua marca mais conhecida e fidelizar novos clientes”, afirma Costa.

57% veem na Black Friday oportunidade para ganhar clientes. Promoções serão principal estratégia e descontos serão, em média, de 24%

Considerando os empresários que vão participar da Black Friday deste ano, seis em cada dez (57%) acreditam que a data representa uma oportunidade para divulgar a loja e prospectar novos clientes e 43% veem a chance de aumentar as vendas. Há ainda um quarto (25%) de empresários que querem desovar estoques parados.

Já para os que optaram em não participar da edição, o principal argumento é o fato de não acreditarem que as vendas aumentem no período (60%). Outros 17% pensam que somente grandes marcas participam da Black Friday e, por isso, avaliam que é melhor não competir com elas.

Quanto às formas de preparação, as promoções especiais (55%) serão a principal estratégia dos empresários. Há ainda 42% que vão investir na divulgação da empresa, 23% que planejam aumentar os estoques, 16% que vão apostar na variedade de produtos e serviços ofertados e 11% que irão investir na operação das vendas pela internet, alcançando um público maior. O percentual médio de desconto deve girar em torno de 24%, percentual um pouco menor do que os 29% da pesquisa de 2018.

54% não acham que compras antecipadas da Black Friday prejudicam o Natal. SPC Brasil dá dicas para empresário ter sucesso nas vendas e não frustrar consumidor

Nos últimos anos muito tem se falado sobre a possível interferência da Black Friday nas compras de Natal, a data mais lucrativa do varejo para o ano. No entanto, os empresários sondados dizem, em sua maioria, que uma data não prejudica a outra. Para 54% esse tipo de interferência não existe e para 33%, o evento até mesmo contribui para o Natal vender ainda mais. Outros 8% falam em prejuízo no Natal por conta das vendas antecipadas na Black Friday.

Um indicativo de que as vendas da Black Friday não se sobrepõem as do Natal são as diferentes características de compras em cada uma das datas, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior. “Na Black Friday é comum o consumidor aproveitar as ofertas para adquirir produtos para si ou para a casa, principalmente os de valor agregado, como smartphones, eletrônicos e eletrodomésticos. Já no Natal, prevalece a força da tradição de presentear familiares e amigos como força de demonstrar afeto e reforçar laços”, explica o presidente do SPC Brasil.

Pellizzaro Junior orienta que para atender bem a experiência de compra dos consumidores, os empresários que decidirem aderir a Black Friday precisam estar devidamente preparados, com estoques organizados e em quantidade suficiente para atender a demanda dos consumidores. “A logística para receber os clientes e entregar os produtos em tempo hábil também são pontos de atenção, assim como uma política transparente de descontos vantajosos. O consumidor que compra na Black Friday está mais experiente e sabe a quem recorrer caso se sinta enganado. Hoje existem diversos mecanismos de verificação de preço e de compartilhamento de opiniões. O empresário que não estiver preparado pode causar uma impressão negativa do consumidor, que não vai querer voltar a sua loja”, afirma.

Metodologia

A pesquisa ouviu 1.177 empresários de todos os portes que atuam no comércio e no setor de serviços nas cinco regiões do país, tanto nas capitais quando nointerior. A margem de erro é de no máximo 3,00 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

Fonte: CNDL

71% das vítimas de fraudes já deixaram de comprar em um site por desconfiar de sua reputação, aponta pesquisa CNDL/ SPC Brasil .

83% dos brasileiros se consideram vulneráveis a fraudes; 29% dos que sofreram golpe financeiro contrataram empresa para resolver o problema, mas em 19% dos casos não houve êxito

As fraudes financeiras levam os consumidores que foram vítimas a repensar seu comportamento na internet e a adotar medidas de segurança. A conclusão é de um estudo feito em todas as capitais pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). De acordo com o levantamento, em cada dez consumidores que foram vítimas de fraudes, sete (71%) já deixaram de comprar em algum site por desconfiar da sua idoneidade. O estudo ainda mostra que somente 28% desses consumidores confiam nos sistemas de proteção contra fraudes das empresas e 62% acreditam que os fraudadores estão sempre um passo à frente das medidas de segurança.

Para a maioria dos entrevistados, a responsabilidade pela segurança em relação a possíveis golpes é tanto da sociedade, quanto das organizações públicas e privadas. De acordo com o levantamento, 69% dos entrevistados acreditam que as instituições financeiras são os principais responsáveis em desenvolver medidas para se evitar fraudes. Já 61% julgam que os próprios consumidores são responsáveis, o mesmo percentual de 61% acreditam que a responsabilidade é de comerciantes e lojistas e 60% mencionam a Polícia Federal.

“É um engano pensar que a responsabilidade pela integridade e proteção de informações pessoais caiba apenas ao governo e às empresas. O usuário também precisa adotar medidas de prevenção, sobretudo ao lidar com perfis nas redes sociais e dispositivos eletrônicos”, afirma o presidente da CNDL, José César da Costa.

29% das vítimas de fraudes financeiras contrataram uma empresa para resolver a questão. Gasto médio foi de R$ 729

Ao constatar que foi vítima de fraude financeira, além de procurar a polícia, uma das primeiras coisas a se fazer é entrar em contato com a empresa ou instituição relacionada ao caso. Contudo, nem sempre o consumidor se considera capaz de lidar sozinho com o problema e, diante disso, decide buscar ajuda especializada. De acordo com a pesquisa, 29% das vítimas de fraudes que tentaram resolver a situação contrataram uma empresa para essa tarefa, sendo que em 58% dos casos o problema foi solucionado e em 19% não houve êxito.

O gasto médio pago para resolver a situação com ajuda da empresa foi de R$ 729,00, sendo que na maior parte dos casos (55%) o pagamento foi feito após o problema ter sido solucionado. Outros 24% pagaram antecipado. Os principais motivos para contratarem terceiros foram não saber o que fazer para resolver o problema (35%), evitar desentendimentos (23%) e constrangimentos (22%).

Entre as vítimas de fraudes, 71% dos entrevistados não recorreram a esse tipo de serviço. Dentre esses, 31% alegam ter conseguido resolver sozinhos o problema, enquanto 18% garantem que a própria empresa relacionada à ocorrência da fraude resolveu a situação e 15% não tinham dinheiro para pagar um especialista.

Outra constatação é que 76% daqueles que procuraram ajuda profissional tentaram primeiro resolver a situação por si mesmos. Além disso, 51% dos que contrataram empresas para ajudar nesta resolução tiveram receio de estarem sofrendo um novo golpe.

83% dos entrevistados acreditam de alguma forma estarem sujeitas a golpes; 77% pensam que pessoas acima de 60 anos são mais vulneráveis às fraudes

maioria (83%) dos entrevistados se considera vulnerável a ocorrência de fraudes, sobretudo ao realizarem compras com cartão de crédito ou débito (46%), pelo risco de terem o número de celular clonado (39%) ou também clonagem de documento ou de placa do veículo (36%).

No que se refere à propensão para sofrer golpes, os entrevistados apontam que as pessoas ingênuas são mais propensas a serem vítimas (72%). Assim como pessoas que vivem situações de necessidade ou urgências de dinheiro (59%) e pessoas gananciosas, que querem dinheiro fácil, sem grandes esforços ou riscos (56%). Para 77% dos consumidores ouvidos, as pessoas acima de 60 anos são mais vulneráveis, enquanto 34% acreditam que os jovens são mais sujeitas a fraudes.

“O avanço da idade contribui para a diminuição ou perda de determinadas aptidões físicas ou intelectuais que tornam o indivíduo mais suscetível a práticas abusivas e até mesmo a fraudes. É preciso que as empresas estejam atentas às particularidades dessa crescente faixa da população para que a mantenham como seu público consumidor oferecendo apoio e segurança”, acrescenta Costa.

Metodologia

A pesquisa ouviu 917 pessoas residentes em todas as capitais do país, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos e de todas as classes sociais. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

Fonte: CNDL

Para 41% dos brasileiros, tecnologia deve permitir mais autonomia nos processos de compra, aponta pesquisa CNDL/SPC Brasil.

90% dos que já experimentaram a realidade virtual afirmam que ela contribui para a decisão de compra de um produto ou serviço e 78% possuem algum aparelho com ‘internet das coisas’

A revolução digital vem moldando o comportamento dos consumidores, que conectados pelas mais diversas plataformas tecnológicas, estão mais exigentes com relação ao atendimento. Uma pesquisa feita pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) mostra que 41% dos brasileiros esperam que a tecnologia proporcione mais autonomia no consumo e 26% mais prazer ao realizar as compras. Do lado negativo, 28% dizem que se sentem desconfortáveis com essas novas ferramentas porque preferem o contato com atendentes e vendedores, enquanto 17% relatam a sensação de que os produtos são mais caros em função das tecnologias.

No dia a dia, as tecnologias mais utilizadas pelos entrevistados no processo de compra são aplicativos móveis (67%), pagamentos com máquinas portáteis (65%) e interação com chatbots e assistentes automáticos de atendimento (62%). Por outro lado, as tecnologias conhecidas e menos utilizadas são a realidade aumentada, que por meio de QR code fornece informações detalhadas sobre produtos ou serviços (27%), pagamentos que são feitos por aproximação de celular, smartwatch ou pulseiras (22%), provadores virtuais em sites, lojas físicas ou aplicativos (19%) e a realidade virtual que simula o uso de um serviço (12%).

Os resultados da pesquisa também mostram que os consumidores concordam que a tecnologia proporciona economia de tempo (67%), facilita o acesso à informação (65%), simplifica as compras (61%), a conexão com outras pessoas (58%) e o deslocamento pela cidade (58%). Além disso, uma parcela significativa dos respondentes discorda que a tecnologia faça eles se sentirem vigiados ou sem privacidade (65%), os façam gastar mais dinheiro (72%) e cause estresse pela exposição intensa a e-mails e redes sociais (71%).

“As novas tecnologias impactam de muitas maneiras o cotidiano das pessoas. O consumidor espera que elas tragam autonomia, rapidez e segurança em suas compras. Cabe às empresas repensarem suas estratégias e se adequarem a esse novo cliente conectado”, afirma o presidente da CNDL, José César da Costa.

Agilidade no atendimento é diferencial para empresas se destacarem no mercado

Com a evolução das tecnologias, os consumidores esperam mais rapidez e qualidade do atendimento. Por isso, as empresas devem ficar atentas às ferramentas inovadoras capazes de tornar os processos mais rápidos e eficientes. Entre os fatores considerados mais importantes para uma empresa se destacar no mercado, a agilidade no atendimento é citada por 63% dos entrevistados como o principal diferencial. A experiência multicanal é mencionada por 55% dos consumidores, que esperam a possibilidade de fazer uma compra on-line e retirar o produto em uma loja física. Já 42% dos consumidores desejam que as lojas tenham WiFi grátis, 42% querem a disponibilização de catálogos virtuais e 38% anseiam por um atendimento personalizado, considerando gostos e interesses pessoais.

Outra constatação do levantamento é que o smartphone é o dispositivo conectado à internet que as pessoas mais possuem, apontado por 86% dos entrevistados. De modo geral, 96% dos entrevistados possuem ao menos um aplicativo instalado no seu smartphone, sendo que os mais baixados são os aplicativos de mensagens (82%), seguidos pelas redes sociais (77%) e aplicativos para compartilhamento de vídeos (66%). Completam o ranking os buscadores de informações (62%), serviços de transporte (61%), aplicativos de bancos (59%) e os aplicativos de geolocalização (58%).

90% dos que já utilizaram realidade virtual, afirmam que a tecnologia contribui para a decisão de compra

Tecnologias como realidade virtual, inteligência artificial, sensores biométricos e dispositivos de geolocalização são percebidas como benéficas, uma vez que 20% dos entrevistados consideram que elas facilitam a vida das pessoas, 14% dizem que trazem agilidade e 14% que elas ajudam em momentos de necessidade.

A realidade virtual é uma tecnologia que utiliza recursos gráficos em 3D ou imagens em 360º para criar a sensação de presença em um ambiente virtual, sendo conhecida por 59% dos entrevistados, mas experimentada somente por 12%. Na opinião das pessoas que já experimentaram esta tecnologia, 90% afirmam que ela contribui em alguma medida para a decisão de compra de um produto ou serviço.

Para 49% dos entrevistados a possibilidade de vivenciar ou simular o item é que mais os auxiliam a comprar ou se interessar por um produto, enquanto 34% citam a possibilidade de poder experimentar vários produtos e situações diferentes.

“Quanto mais os consumidores tiverem a oportunidade de experimentar essa tecnologia, maior a chance de perceberem todos os benefícios que os produtos oferecem. As empresas têm um papel essencial para explorar as diversas aplicações da tecnologia a fim de ajudá-las a se manter cada vez mais conectadas com os clientes. Uma experiência de realidade virtual imersiva com uma simulação de compra pode ser capaz de potencializar a capacidade de vendas de uma empresa”, diz Costa.

78% dos consumidores possuem algum aparelho com ‘internet das coisas’. Preço alto é o principal obstáculo para aquisição

O levantamento mostra que 78% da população possuem pelo menos um aparelho com sensores inteligentes, como Smart TVs (67%), aparelhos para cuidados com a saúde (31%), impressoras e scanners sem fio programadas à distância (21%), luzes com sensores de presença (18%) e câmeras de segurança com conexão ao celular (14%).

As principais razões apontadas pelos entrevistados para a posse desses itens são a comodidade, por tornar a vida mais fácil e produtiva (51%), a melhora na qualidade de vida (46%), a segurança (42%) e a economia de tempo (32%).

“A chamada ‘Internet das Coisas’ é um caminho sem volta e impacta diferentes territórios da vida humana, e não somente as relações de compra e consumo. No Brasil, o interesse das pessoas em produtos deste segmento cresce a cada ano. Uma única pessoa terá dezenas de dispositivos à sua volta, e o consumidor quer segurança e preço competitivo”, acrescenta Costa. Para conseguir atender à essa demanda, as empresas terão que oferecer produtos por um custo atraente e acessível para o consumidor.

Apesar do aumento da utilização desses dispositivos no dia a dia da população, algumas barreiras ainda dificultam a aquisição e a utilização dos chamados aparelhos inteligentes nas residências. As principais barreiras apontadas pelos entrevistados são o alto custo (63%), despesas com manutenção (40%), além da preocupação com a privacidade dos dados (22%) e o risco de serem atacados por hackers criminosos (21%).

Metodologia

A pesquisa ouviu 602 pessoas residentes em todas as capitais do país, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos e de todas as classes sociais. Os dados foram levantados em uma pesquisa conduzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

Fonte: CNDL

Maioria dos brasileiros ainda tem dificuldade em adotar práticas de consumo consciente, revelam CNDL/SPC Brasil.

Preço de produtos orgânicos e separação do lixo para reciclagem são principais barreiras apontadas. Para 41% dos consumidores, melhores hábitos estão associados a aspecto financeiros, como evitar desperdício e compras desnecessárias. Indicador mostra que 58% são considerados ‘consumidor em transição’

Embora o brasileiro reconheça que o consumo inadequado de recursos naturais cause impactos ao meio ambiente, poucos são aqueles que realmente têm atitudes sustentáveis no dia a dia. Uma pesquisa, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais do país, mostra que a maioria dos brasileiros (97%) possui alguma dificuldade em adotar práticas de consumo consciente.

Os principais entraves mencionados pelos entrevistados para a falta de hábitos mais responsáveis são alto preço dos produtos orgânicos (37%) e os obstáculos em separar o lixo para a reciclagem (32%). Além disso, 30% reconhecem não conseguir reduzir a quantidade de lixo gerado e outros 30% enfrentam barreiras em engajar os vizinhos nessa prática.

De acordo com o levantamento, o brasileiro ainda é considerado ‘consumidor em transição’, ou seja, mais da metade (58%) mantém práticas de consumo consciente, mas em frequência aquém da desejada. Já três em cada dez (29%) se encaixam como ‘consumidor consciente’, enquanto 13% somam os pouco ou nada conscientes.

Os dados fazem parte do Indicador de Consumo Consciente (ICC), que em 2019 atingiu 73%mantendo-se estável em relação ao ano passado, ao registrar o mesmo percentual. O ICC pode variar de 0% a 100%: quanto mais próximo de 100% for o índice, maior é o nível de consumo consciente.

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41% associam o consumo consciente a atitudes que evitam o desperdício e as compras desnecessárias

O estudo também indica que no Brasil há uma visão de consumo consciente mais voltada ao aspecto financeiro: para 41%, ser sustentável significa adotar hábitos que evitem o desperdício e as compras desnecessárias. Ao mesmo tempo, 32% entendem a necessidade de se refletir sobre as consequências de uma compra antes de concretizá-la, sabendo que o consumo produz impactos sociais, ambientais e econômicos para todos. Outros 14%, por sua vez, pensam em atitudes que tem como foco economizar dinheiro, enquanto 11% correlacionam a ação de economizar com a preservação do meio ambiente.

Em uma escala de 1 a 10 de auto avaliação sobre a prática de consumo consciente no dia a dia —  em que 1 corresponde a “nada consciente” e 10 significa “muito consciente” —, os entrevistados atribuíram a si mesmos a nota média de 7,7. “Embora muitos não consigam definir corretamente o que vem a ser o consumo consciente, a percepção em relação às próprias ações no dia a dia é positiva. Apesar disso, a pesquisa sugere que, sob alguns aspectos, essa autoimagem não corresponde totalmente à realidade”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Para 75% dos consumidores, produtos fabricados por empresas `socialmente responsáveis´ pesam na hora da compra

Há um consenso entre os consumidores brasileiros de que as consequências das mudanças climáticas e do consumo desenfreado são um problema que diz respeito a toda a sociedade. Para 98%, o consumo inadequado ou excessivo dos recursos naturais do planeta gera impactos no meio ambiente, entre os quais 50% mencionaram mudanças climáticas, 45% a falta de água e 42% a poluição e a baixa qualidade do ar.

Seis em cada dez entrevistados (60%) acreditam que o consumo não consciente deverá atingir a todos. Além disso, 92% acham que a preservação do planeta a partir de atitudes concretas de consumo consciente depende de toda a população. Já 46% consideram que a principal vantagem em adotar práticas sustentáveis é ter a satisfação em fazer algo positivo para o futuro das próximas gerações, enquanto 43% citaram a sensação de dever cumprido e de estar fazendo o que é correto.

Outro dado revela que para três em cada quatro consumidores ouvidos (75%) pesam na decisão de compra produtos fabricados por empresas que investem em projetos sociais ou ambientais. E para 89%, um aspecto bastante valorizado é conhecer a origem dos produtos que são consumidos, em especial os industrializados (45%), os animais (39%) e os orgânicos (37%). Considerando a importância da origem dos itens que vão à mesa do consumidor, mais da metade (53%) mencionou querer assegurar que os alimentos farão bem à saúde. Já 47% disseram buscar mais segurança sobre a qualidade dos produtos.

Oito em cada dez entrevistados sentem-se prejudicados com falta de atitudes sustentáveis adotadas por outras pessoas

Para a grande maioria, comportamentos pouco sustentáveis adotados por terceiros fazem com que o consumidor se sinta pessoalmente afetado. Oito em cada dez entrevistados (79%) destacaram que ao ver outras pessoas desperdiçando água, energia ou mesmo comprando produtos sem se preocupar com o meio ambiente se sentem prejudicados. Em contrapartida, 15% não ligam para esse tipo de comportamento porque o mais importante é fazer a sua parte.

Ainda segundo a pesquisa, as boas práticas servem de estímulo para a maioria dos entrevistados. O exemplo de um colega, vizinho ou parente economizando água e energia, que pode evitar o consumo exagerado, deixa 70% felizes por perceberem que os outros estão fazendo a parte deles tanto quanto os entrevistados. Além disso, 21% se sentem estimulados a fazer a mesma coisa por serem inspirados a seguir boas atitudes. Por outro lado, 6% admiram quem faz a sua parte, mas reconhece não conseguir fazer o mesmo.

Praticamente a totalidade da amostra (98%) concorda que é importante adotar atitudes como forma de mudar o próprio estilo de vida e alcançar um mundo mais equilibrado e sustentável. E a principal ação que deve ser tomada é criar o hábito de se planejar financeiramente, fazendo listas para evitar as compras por impulso (45%). Na opinião dos entrevistados, também é preciso reutilizar e reciclar, dando novas utilidades a materiais que seriam descartados (45%), refletir antes de comprar, pensando bem nas necessidades (43%) e evitar adquirir produtos piratas ou contrabandeados (41%).

Apagar as luzes antes de sair de um ambiente e preferir produtos com embalagens recicladas estão entre hábitos mais recorrentes 

Indicador de Consumo Consciente (ICC) acompanha as mudanças nos hábitos de compra e outras ações cotidianas dos brasileiros ao longo do tempo, considerando os aspectos financeiros, ambientais e sociais.  Quando se observa os principais comportamentos ligados à preservação do meio ambiente, com relação ao uso racional de energia elétrica, os hábitos mais presentes no cotidiano dos consumidores são apagar as luzes de ambientes que não estão sendo utilizados (96%) e controlar o valor das contas do mês (93%). Já considerando o meio ambiente de forma mais ampla, se destacam os hábitos de doar ou trocar algum item antes de jogá-lo fora (89%) e dar preferência a produtos cujas embalagens são recicláveis (83%).

Entre as práticas de uso consciente do dinheiro, o levantamento destaca a pesquisa de preços (90%) e uso de produtos antigos ou consertá-los em vez de comprar algum item novo (89%). Quanto ao pilar responsabilidade social, 92% dos entrevistados disseram incentivar as pessoas da casa a economizar água e luz, enquanto 88% mencionaram preferir passar o tempo livre com a família ou amigos do que passear em shoppings ou fazer compras.

“É possível notar que boas práticas já estão no radar do consumidor brasileiro, embora de forma ainda tímida. Um longo caminho ainda precisa ser percorrido para que as pessoas entendam que suas atitudes individuais produzem efeitos coletivos e, principalmente, cumulativos na sociedade. No dia a dia, o primeiro ponto a considerar deve ser a própria necessidade da compra, já que é comum o acúmulo de bens, muitos dos quais nem mesmo chegarão a ser utilizados”, orienta o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

Metodologia

Foram entrevistados 837 consumidores, nos meses de maio e junho, nas 27 capitais brasileiras, acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,4 pontos percentuais para uma confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

Fonte: CNDL

8 passos para aumentar os lucros da sua empresa.

Como aumentar o lucro da empresa? Se a sua resposta é somente aumentar as vendas, você está prestes a cometer um erro comum. Muitos gestores acreditam que ter mais lucro é igual a entrar mais dinheiro! É óbvio que fazer mais negócios é parte considerável do faturamento, porém tão importante quanto isso é sair menos dinheiro dos seus cofres.

Ou seja, uma das estratégias para manter o seu fluxo de caixa positivo é diminuir os custos das suas operações. Desta forma, seus lucros vão crescer mesmo que você mantenha o mesmo número de negociações. Além disso, é uma boa ideia investir em programas, treinamentos e outras iniciativas que você verá agora.

Saiba, a seguir, como aumentar os seus lucros e garantir o sucesso a longo prazo da sua companhia.

1. Tenha controle sobre as despesas

Quanto custa para sua empresa o uso mensal de água? E os gastos com materiais de limpeza? Se você não tem na ponta da língua essas respostas, falta-lhe algo essencial para aumentar os lucros da sua empresa: controle.

Manter o domínio sobre o orçamento de todos os setores é primordial para a saúde financeira de qualquer organização. Somente por meio do monitoramento constante, você será capaz de identificar onde o gasto é maior e o que pode ser feito para reduzi-lo. No início, esse levantamento significa muito trabalho, mas depois será uma ferramenta incrível para aumentar o faturamento.

2. Aposte na tecnologia

E como garantir que esse controle será feito de forma eficaz e prática no dia a dia? No mercado há uma infinidade de soluções tecnológicas para isso. Softwares dão conta de inúmeros processos integrados e são capazes de gerir estoque, relacionamento com cliente e fluxo de caixa, somente para citar algumas funções.

Os softwares específicos para Gestão Financeira do negócio, por exemplo, são cruciais para que você tenha acesso rápido às rotinas do dia a dia, pague e receba títulos em aberto, concilie contas e analise com segurança as movimentações de entrada e saída de dinheiro. Tudo isso evitará erros, cobrança de juros, atrasos e até problemas com seus parceiros de negócio e inadimplência por parte dos clientes.

3. Separe as contas

Todo o lucro da empresa pertence a você? Claro que não! Não é porque a empresa é sua que todo dinheiro vai direto para o seu bolso! Para ter mais lucro é necessário separar as contas pessoais das empresariais.

Na prática, você tem que ter contas bancárias separadas e manter os débitos do dia a dia independentes. A parcela do seu carro novo não deve estar na programação financeira da empresa está errado, por exemplo. Ou se a fatura das passagens aéreas das suas férias vai direto para o setor de compras, também não funciona. Para evitar essa confusão, mantenha um pró-labore que varie de acordo com o faturamento da organização.

4. Invista na equipe de vendas

Finalmente um tópico que está diretamente relacionado com as vendas! Percebeu como os passos anteriores referem-se muito mais a ações estruturais internas? Agora é hora de partir para o ataque externo investindo nos seus vendedores.

E isso é possível por meio de treinamentos, programas de incentivo, ações motivadoras, bônus e recompensas. E claro: um bom planejamento de cargos e carreiras. É fundamental que o vendedor tenha expectativa de crescimento junto à organização. Desta forma, ela dará passos mais ousados e será mais engajado.

5. Planeje suas vendas

Vender é uma arte, já diz o antigo ditado popular. Portanto, deve ser tratada como tal, recebendo atenção específica do gestor. Não basta colocar uma cartilha de produtos nas mãos do colaborador e esperar que ele se vire. Suas vendas precisam seguir uma estratégia.

Um plano de vendas é indicado para que a empresa execute negociações seguras. É possível fazer um mapeamento das áreas de vendas, das épocas do ano mais propícias para determinadas ações promocionais, dos clientes mais pontuais, dos produtos mais ventáveis, das formas de pagamento mais adequadas, de uma logística mais eficiente e de métodos mais convincentes.

6. Aumente o mix de produtos

Cliente gosta de ter várias opções. E essa é uma oportunidade para aumentar o lucro da empresa. Se você já tem uma marca consolidada no mercado, tem expertise nas negociações do ramo e já sabe as carências do setor, pode ser uma boa ideia aumentar o mix de produtos.

É claro que antes de partir para isso, você tem que fazer um estudo detalhado da situação do mercado e ter um controle absoluto sobre as suas finanças. É altamente recomendado que você converse com seus vendedores, pois são eles que estão na ponta das negociações, cara a cara com o cliente e sabem exatamente quais são as necessidades e solicitações dos consumidores.

7. Trate bem o cliente

Já passou o tempo em que os clientes ficavam presos à marca somente por tradição ou por não existir outras opções. Atualmente, o cliente é fiel à qualidade do produto e preço. Há alguns que também se preocupam com a responsabilidade social da marca e até questões de sustentabilidade entram na balança.

Logo, é requisito básico tratar bem o cliente, atender as suas necessidades e ir além no pós-venda. SAC que não funciona, vendedor que não escuta ou empresa que só quer aumentar os lucros não conseguem se sustentar por muito tempo. Atendimento é tudo.

8. Seja diferente

Se você já coloca em prática todos as dicas anteriores, deve ainda levar a sério a inovação. A capacidade de ser diferente e sair à frente da concorrência é um grande passo para ampliar a sua lucratividade.

Observe como se apresentam as suas embalagens, como acontece a abordagem aos clientes, o que tem de mais novo para as linhas de produção e busque estudos de casos que transformaram empresas comuns em marcas modernas e valiosas. Você pode até formar uma equipe antenada e buscar novas soluções para impasses antigos.

Aumentar o lucro da empresa não é algo que se conquista da noite para o dia. Contudo, garantir a observância dessas 8 dicas é contribuir significantemente para a expansão do seu faturamento. Aceite esse desafio e esteja pronto para comemorar muitas conquistas!

Fonte: Bom Controle.

36% dos brasileiros usaram nome de terceiros para fazer compras no último ano, revela pesquisa CNDL/SPC Brasil.

Quase metade das pessoas que pediram o nome emprestado para fazer compras não emprestaria o seu próprio nome a terceiros. Amizade ficou abalada em 51% dos casos em que houve falta de pagamento. Cartão de crédito lidera ranking de instrumentos mais pedidos

Negar ajuda a um parente ou amigo que passa por dificuldades financeiras é uma situação que pode gerar constrangimentos. E no caso de atraso no pagamento da dívida, quem pede o nome emprestado também pode causar transtornos nas finanças de quem empresta, atrapalhando inclusive a relação de amizade entre as duas partes. Um levantamento feito em todas as capitais do país pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que 36% dos consumidores brasileiros fizeram compras utilizando o nome de terceiros nos 12 meses anteriores a pesquisa, sendo que o hábito de pedir o nome emprestado é ainda maior entre as pessoas de mais baixa renda (38%) e entre os jovens (46%).

De acordo com o estudo, a prática é utilizada, principalmente, por quem está com dificuldades de acesso ao crédito ou enfrenta imprevistos e não conta com uma reserva de emergência. Em cada dez pessoas que pediram o nome emprestado para realizar compras parceladas, três (30%) se encontravam com o limite estourado no cheque especial ou cartão de crédito. Outros 22% não tinham determinadas modalidades de crédito à disposição para uso, 18% estavam com o ‘nome sujo’ e 16% tiveram crédito negado.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o consumidor que empresta seu nome precisa refletir sobre as consequências do ato, pois a responsabilidade legal sobre a dívida é sempre de quem emprestou, já que, formalmente, ele é o titular da pendência financeira. “Caso o tomador do nome emprestado não consiga honrar o compromisso assumido, é a pessoa que empresta o nome quem arca com as consequências financeiras e jurídicas da situação. Recusar ajuda para familiares e amigos pode parecer cruel, mas muitas vezes, essas já apresentam um histórico desfavorável de pagamentos e há um risco real de que a dívida não seja paga e quem emprestou o nome será obrigado a arcar com o pagamento da quantia sozinho”, afirma a economista.

Pais e cônjuges são os mais abordados por quem pede nome emprestado; 12% reconhecem que não honraram compromisso

O estudo revela ainda que na hora de pedir o nome emprestado, as pessoas mais procuradas são aquelas do círculo de convivência, como os pais (28%), os cônjuges (21%), amigos (17%) e irmãos (16%). Além disso, na maioria das vezes, quem solicita esse tipo de ajuda acaba obtendo uma resposta positiva, uma vez que 77% dos entrevistados sempre conseguiram o nome emprestado, mesmo que parte tenha enfrentado algum tipo de dificuldade (22%).

A pesquisa revela que os argumentos de convencimento mais utilizados por quem pede o nome emprestado são a obrigação de pagar uma dívida (22%) e a necessidade de fazer compras em supermercados (17%). Há ainda 14% de pessoas que alegaram ter de comprar algo para o filho.

De acordo com a pesquisa, 7% das pessoas que pediram o nome emprestado nem mesmo avisaram o dono do dinheiro sobre a quantia que seria usada e, entre aqueles que avisaram, o valor a ser gasto (87%), 11% acabaram consumindo algo acima do que estava combinado.

“Em vários casos, quem empresta desconhece a finalidade daquele dinheiro, que pode acabar sendo usado para aquisições que não são de fato emergências ou importantes. Antes de emprestar o nome, é válido procurar entender o que motivou o pedido para tentar ajudar a pessoa de outra maneira. Para não se comprometer de imediato, a pessoa abordada pode dizer que consultará a família antes de dar uma resposta, por exemplo”, afirma o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

A maioria (90%) dos entrevistados alega ter pago ou ao menos estar pagando em dia as parcelas das compras feitas em nome de outros, mas 12% reconhecem ter alguma prestação em atraso. Considerando os que estão com o pagamento pendente, 23% justificam que houve diminuição da renda, 18% se esqueceram de pagar e 17% estão com salário atrasado. No total, 12% dos empréstimos de nome resultaram em negativação do CPF de quem assumiu a dívida.

Amizade ficou abalada em 51% dos casos em que houve falta de pagamento. Cartão de crédito é a modalidade mais emprestada

A pesquisa demonstra que, em diversas ocasiões, o empréstimo de nome deixou sequelas no relacionamento entre as duas partes. Em 51% dos casos a falta de pagamento do dinheiro emprestado fez com que a relação de amizade ficasse abalada. Outros 40% garantem que a amizade continua como antes, enquanto 9% não souberam responder.

Um dado curioso é que, embora tenham sido beneficiados pela ajuda de outra pessoa, quase metade (49%) das pessoas que já pediam o nome emprestado não emprestariam o seu próprio nome, caso alguém fizesse o mesmo pedido. Dentre os que negariam o pedido, 30% têm receio de que a pessoa não pague e 28% são cautelosos porque conhecem pessoas que emprestaram o nome e tiveram problemas por isso.

“Muitos dos que pedem o nome emprestado não fariam o mesmo por outra pessoa, justamente, por entenderem que é uma prática que envolve riscos. Uma alternativa para quem quer ajudar é oferecer dinheiro em espécie em vez de emprestar o cartão de crédito. Dessa forma, o provável prejuízo se restringirá apenas a quantia emprestada, sem que a dívida aumente por conta de juros ou gere negativação de CPF”, explica a economista Marcela Kawauti.

Outros detalhes revelados pelo levantamento é que o cartão de crédito é o meio de pagamento mais solicitado (74%) por quem pede o nome emprestado para fazer compras. Em seguida, aparecem crediário (13%), financiamento (10%) e empréstimo bancário (9%) no ranking de modalidades. Além disso, a maioria (69%) das pessoas ouvidas disse que não sentiu qualquer dificuldade por utilizar o nome de terceiros no momento da compra, enquanto 25% enfrentaram algum empecilho nesse procedimento.

Metodologia

A pesquisa entrevistou 805 consumidores, sendo que continuaram a ser entrevistados somente aqueles que disseram ter pedido nome emprestado a terceiros. A margem de erro da amostra total é de 3,4 pontos percentuais, para uma margem de confiança de 95%. Acesse a pesquisa na íntegra e a metodologia em: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/pesquisas.

Fonte: CDNL

73% dos consumidores planejam ir às compras no Dia das Crianças; data deve movimentar R$ 10,3 bilhões no varejo, apontam CNDL/SPC Brasil.

Gasto médio previsto com presentes será de R$ 199. Oito em cada dez entrevistados esperam pagar produtos à vista e 77% pretendem pesquisar preços antes de comprar

Última grande festa comemorativa antes do Natal, o Dia das Crianças não deve passar despercebido pelos brasileiros. Mesmo em meio a um cenário econômico desafiador, com alto índice de desemprego e renda achatada, 73% dos consumidores devem ir às compras este ano. É o que revela pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais. No ano passado, 66% compraram presentes na data. Para 2019, a expectativa é de que o varejo movimente aproximadamente R$ 10,3 bilhões.

Apesar dos números expressivos, o levantamento aponta que a maioria dos entrevistados pretende tomar cuidado com as despesas. No total, cada consumidor vai desembolsar, em média, R$ 198,79 com presentes — quantia muito próxima ao previsto ano passado, que foi de R$ 186,92. Entre os presentados estão filhos (48%), sobrinhos (38%), afilhados (18%) e netos (15%).

Além disso, um terço dos entrevistados (33%) planeja adquirir dois presentes, enquanto 25% somente um. No geral, os consumidores vão adquirir cerca de dois presentes. Quanto aos produtos mais procurados no Dia das Crianças estão as bonecas e os bonecos (45%), as roupas e os calçados (33%), os jogos de tabuleiro (26%), além dos carrinhos e aviões de brinquedo (18%).

“Os dados de intenção de compra servem de termômetro para o fim de ano, ao trazer as primeiras impressões do que deve acontecer no Natal, principalmente em um momento em que muitos brasileiros estão sentindo os efeitos de um mercado de trabalho retraído e de uma economia que tem demorado a engrenar”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

39% esperam gastar mesma quantia do ano passado e 78% pagar os presentes à vista; 52% acham que produtos ficaram mais caros

Embora medidas recentes, como a liberação de recursos do FGTS, possam vir a estimular positivamente o comércio nos próximos meses, a pesquisa indica que a maior parte dos entrevistados (39%) espera gastar a mesma quantia em relação ao ano passado. Outros 24% vão gastar menos e 21% têm intenção de desembolsar mais. A principal razão para que haja um freio no consumo daqueles que pretendem gastar menos este ano deve-se ao orçamento apertado (33%), enquanto 28% desejam economizar, 15% têm intenção de pagar dívidas em atraso e 13% se veem impossibilitados de comprar por estarem desempregados.

Considerando as formas de pagamento mais utilizadas, 78% pretendem pagar à vista, especialmente em dinheiro (53%), e no cartão de débito (26%). Ao mesmo tempo, 36% devem optar pelo parcelamento, sobretudo no cartão de crédito (32%). Desses, a média estimada ficará entre três e quatro prestações — ou seja, quem preferir dividir as compras acabará pagando pelos presentes, pelo menos, até janeiro de 2020.

O lugar preferido dos consumidores para fazer suas compras são os shopping centers (45%), embora 39% optem pela internet, o que proporciona comodidade em pesquisar e encontrar seus presentes. Já 32% mencionaram que buscarão o tradicional comércio de rua. Mesmo com a inflação em patamares baixos, 52% dos entrevistados avaliam que os preços dos produtos para crianças estão mais caros do que em 2018. Para 40%, os preços estão na mesma faixa e apenam 5% dizem estar mais baratos.

77% planejam pesquisar preços antes de comprar e 65% dos inadimplentes que devem ir às compras estão com o nome sujo

O estudo aponta ainda que quase oito em cada dez consumidores (77%) pretendem pesquisar preços antes de comprar. Entre esses, a grande maioria (71%) utilizará a internet para obter informações dos produtos, enquanto 49% preferem percorrer as lojas de shopping, 46% as lojas de rua e 19% os supermercados. Entre os que adotam a prática da comparação pela internet, o meio de pesquisa que mais costumam utilizar são os sites e aplicativos de busca (70%). Também há os que recorrem aos portais e aplicativos de comparação de preços (51%), aos sites de varejistas (48%) e aos sites e apps de ofertas (21%).

Para a economista do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os consumidores precisam avaliar antes de ir às compras se o orçamento permite fazer novos gastos e qual a melhor forma de pagamento. “Aqueles que estão com as contas em dia, vale tentar um desconto e pagar à vista. Já os que estão com muitas dívidas, o ideal é concentrar esforços para quitá-las e evitar contrair novas dívidas”, recomenda.

Quando indagados se costumam gastar mais do que podem para presentear no Dia das Crianças, a maioria das pessoas (77%) respondeu que não. Por outro lado, um em cada dez (20%) reconhece assumir despesas acima de suas possibilidades financeiras e 10% pretendem deixar de pagar alguma conta.

A consequência de gastar além do orçamento, muitas vezes, é a inadimplência. Entre os que compraram presentes ano passado, 11% admitem ter ficado negativado com as compras feitas na data, sendo que 5% permanecem nesta situação e 6% afirmam já ter limpado o nome. Além disso, 30% dos que pretendem fazer compras nesta data possuem alguma conta atrasada, dos quais 65% estão com nome sujo.

36% enfrentam pressão das crianças para escolha do presente; 23% dividirão valor com outras pessoas e maioria comprará em outubro

Divididos entre a vontade de agradar e os limites do próprio orçamento, muitos pais se veem em uma decisão difícil quando precisam dialogar com os filhos. De acordo com pesquisa, metade dos entrevistados (51%) prefere escolher os presentes sozinhos ou com ajuda de outro adulto, enquanto 33% decidem em conjunto com a criança. Já 16% deixam a escolha unicamente para a criança.

Quanto ao momento da compra, 33% dizem que foram ou irão acompanhados da criança, ao passo em que 55% não foram ou não pretendem ir acompanhados. No entanto, mais de um terço (36%) admite que há pressão da criança para adquirir o presente que ela quer, sendo que 19% afirmam não ceder e 17% acabam comprando o produto. Por outro lado, 64% garantem que não há essa pressão por parte da criança.

Uma estratégia que vem sendo utilizada por uma parcela dos entrevistados é dividir o preço do presente com outras pessoas. Embora 72% planejem bancar os custos sozinhos, 23% querem dividir o valor ou pelo menos parte. Entre esses, 51% esperam dividir o pagamento das compras com o cônjuge e 26% com demais familiares. E a principal razão apontada por quem planeja compartilhar os gastos é reduzir os gastos com presentes (51%). Para 24%, a intenção de dividir a compra é dar um presente melhor ou mais caro, enquanto 18% justificam estar com o orçamento apertado.

Sobre o período em que os consumidores devem ir às compras para o Dia das Crianças, praticamente metade (49%) afirmou que escolherá a primeira semana de outubro. Outros 21% aproveitariam já o mês de setembro e 15% deixarão para visitar as lojas na véspera da data.

Metodologia

A pesquisa foi realizada com 826 casos em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas com intenção de compras no Dia das Crianças. Para avaliar o perfil de compra, foram considerados 614 casos da amostra inicial, gerando uma margem de erro no geral de 3,4 p.p e 3,9 p.p, respectivamente, para um intervalo de confiança de 95%.

Baixe a íntegra de pesquisa em: https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: CNDL

Para 96% dos empresários, carga tributária e burocracia impedem crescimento dos negócios, revela pesquisa CNDL/SPC Brasil.

Condições de mobilidade (73%) e segurança pública (71%) também prejudicam o desempenho das empresas. Para 51%, comércio informal interfere nas vendas da empresa

Não importa o tamanho da empresa, segmento de atuação ou localidade, fazer a sua empresa crescer ou trabalhar pela manutenção de seus negócios é sempre um desafio na realidade brasileira. Uma pesquisa feita pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao C rédito) em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) revela que 96% dos empresários brasileiros avaliam que a alta carga tributária e a complexidade do sistema de arrecadação representam uma barreira para o desenvolvimento de seus negócios. A queixa se sobressai, principalmente, na tributação sobre a fabricação e venda de produtos ou serviços, apontado por 53% da amostra como um empecilho.

Outros fatores do chamado “Custo Brasil” também são criticados pelos empresários ouvidos no estudo, como o excesso de burocracia para abrir, manter e fechar empresas e também na contratação e dispensa de funcionários (49%). Já 44% veem os altos juros como um empecilho para o crescimento de seus negócios e 41% reclamam do alto custo para empregar devido à tributação da folha de pagamento. A dificuldade para obter c rédito é mencionada por 21% da amostra.

A pesquisa, que teve como objetivo identificar possíveis entraves para o crescimento das empresas, integra o convênio Políticas Públicas 4.0 (PP 4.0), firmado entre o Sistema CNDL e o Sebrae, e pretende coletar insumos para a proposição de políticas públicas que contribuam para a melhoria do ambiente de negócios no país e, consequentemente, apoiem o desenvolvimento do varejo.

“A alta taxa de impostos diminui a lucratividade e dificulta a sobrevivência do negócio, especialmente em seu início e durante a fase de consolidação. A burocracia torna as empresas lentas e pouco competitivas, os juros excessivos inibem a tomada de c rédito e os investimentos, e prejudicam diretamente a capacidade produtiva”, observa o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), José César da Costa.

Para maioria, condições da infraestrutura, mobilidade e segurança pública, também são barreiras para o crescimento das empresas

De acordo com o estudo, 62% dos empresários também apontam que aspectos relacionados à infraestrutura do país impactam negativamente o crescimento da empresa, sendo as áreas mais mencionadas as rodovias e estradas (30%), a conectividade a internet (22%), o sistema de Correios (22%) e a qualidade da telefonia (20%).

Já as deficiências na segurança pública são problema para os negócios na opinião de 71%, em virtude do risco de assalto no entorno da loja ou empresa (59%), da falta de iluminação adequada para o período noturno (27%) e da presença de moradores de rua nas imediações do negócio (22%). A gestão empresarial também foi colocada como um obstáculo para o crescimento da empresa, apontado por 88% dos entrevistados. Nesse caso, as dificuldades passam pela contratação de mão de obra qualificada (43%), a falta de dinheiro para comprar informações sobre o mercado e clientes (26%), manter a motivação e produtividade dos funcionários (24%) e a falta de tempo para fazer atividades operacionais e de gestão (23%).

Para 73%, a mobilidade urbana, que se refere às condições para o deslocamento eficiente e seguro de pedestres e motoristas nas cidades, também prejudica o crescimento das empresas, principalmente pelas dificuldades de estacionamento (41%), trânsito intenso (34%) e falta de pavimentação das ruas (29%).

A pesquisa também investigou como a informalidade atrapalha o desenvolvimento das empresas no país. Para 51% dos empresários entrevistados, o comércio informal interfere em alguma medida nas vendas da sua empresa, sendo os maiores obstáculos o fato de oferecerem os mesmos produtos ou similares, porém mais baratos por não pagarem impostos (77%). Para 25%, o maior problema é a sensação de insegurança no entorno das lojas, por muitas vezes estarem envolvidos com tráfico e organizações criminosas, e 20% apontam os impedimentos no trânsito de pessoas no entorno da loja em função da aglomeração de barracas nas calçadas.

59% dos empresários estão otimistas com ações do governo para aumentar as vendas do varejo

O governo federal adotou nos últimos meses medidas com o intuito de desburocratizar a atividade empresarial, como por exemplo a MP da Liberdade Econômica, que traz medidas de desburocratização e simplificação de processos para empresas e empreendedores.

Diante de medidas como essa, 59% dos empresários entrevistados estão otimistas com a perspectiva do atual governo em adotar medidas para aumentar as vendas do varejo até o final do mandato, enquanto 24% estão em posição neutra e 16% se dizem pessimistas em algum grau.

Entre as iniciativas que o governo poderia adotar no país para estimular o varejo, as ações com maior potencial de impacto na avaliação dos empresários consultados seriam a promoção de uma reforma tributária que reduza a carga de impostos e simplifique o regime de tributação das empresas (81%) e o lançamento de linhas de c rédito menos burocráticas com juros menores para empresas de pequeno porte (78%). O fornecimento de consultorias gratuitas para micro, pequenas e médias empresas (75%) e investimentos públicos na segurança pública para que os consumidores circulem pelas regiões de comércio (75%) também são medidas consideradas necessárias.

“As medidas aprovadas recentemente pelo Congresso Nacional, como a Reforma da Previdência e a MP da Liberdade Econômica mostram a abertura de um caminho para a redução dos gastos com a máquina administrativa, a desburocratização e a simplificação do sistema tributário. Nesse cenário, as ações estratégicas de estímulo ao setor empresarial são cruciais”, afirma Costa.

Metodologia

A pesquisa ouviu 601 Proprietários ou responsáveis pela gestão de empresas dos setores de comércio varejista e serviço, situadas nos 27 estados brasileiros. Foram consideradas empresas com pelo menos um funcionário. Baixa a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

Fonte: CNDL